{"id":1102,"date":"2023-05-19T08:40:29","date_gmt":"2023-05-19T11:40:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=1102"},"modified":"2023-05-24T08:41:04","modified_gmt":"2023-05-24T11:41:04","slug":"para-entender-a-china-o-novo-imperio-globa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=1102","title":{"rendered":"Para entender a China \u2013 o novo imp\u00e9rio global"},"content":{"rendered":"<p>Como um pa\u00eds agr\u00e1rio, feudal at\u00e9 o ano de 1949, em desenvolvimento at\u00e9 os anos 1970, se tornou a segunda pot\u00eancia econ\u00f4mica global em 2019; est\u00e1 no limite da industrializa\u00e7\u00e3o\u00a0 e tecnologia avan\u00e7adas e que se tornar\u00e1 a maior pot\u00eancia global econ\u00f4mica e militar at\u00e9 2030?<\/p>\n<h4>Para compreender o avan\u00e7o da civiliza\u00e7\u00e3o chinesa, o blog replica a seguir trechos do artigo do cientista Yao Zhongqiu recentemente publicado pelo site Outraspalavras.<\/h4>\n<h1>A Modernidade e sua crise \u2013 vistas da China<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>por\u00a0<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/author\/yaozhongqiu\/\"><strong>Yao Zhongqiu<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Que t\u00eam os chineses a dizer sobre a Modernidade, este tema que provoca tanta controv\u00e9rsia no Ocidente? Comprometida em colocar seus leitores em contato com o pensamento chin\u00eas contempor\u00e2neo,\u00a0<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/?s=diagonais+chinesas\">nossa coluna<\/a>\u00a0traz uma reflex\u00e3o provocadora de Yao Zhongqiu, pensador pol\u00edtico na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=2ahUKEwi9zsPDpu7-AhUArZUCHX2GAbUQFnoECAoQAQ&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.ruc.edu.cn%2Fen&amp;usg=AOvVaw3-h-ecfjkDq_a-NRwn778v\">Universidade de Renmin<\/a>, uma das mais importantes do pa\u00eds. Sua vis\u00e3o surpreende pelo esfor\u00e7o para evitar o manique\u00edsmo e a polariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A civiliza\u00e7\u00e3o chinesa e a ocidental, que passaram a manter contato duradouro h\u00e1 500 anos, foram capazes de colaborar por s\u00e9culos, diz ele. Os primeiros contatos culturais mais intensos surgiram com a chegada dos mission\u00e1rios cat\u00f3licos. Eles impressionaram-se com uma civiliza\u00e7\u00e3o distinta da sua. Defrontaram-se com ideias que eram ex\u00f3ticas na Europa, mas iriam alimentar o Iluminismo. Os seres humanos s\u00e3o sujeitos, e n\u00e3o existe um \u201ccriador\u201d; os seres humanos devem buscar sua pr\u00f3pria felicidade em vez de tentar ascender ao reino de Deus; podem ter convic\u00e7\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es morais s\u00f3lidas, independentes da religi\u00e3o; o Estado pode estabelecer a ordem sem depender da religi\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas a China, prossegue Yan Zhongquiu, envolveu-se em disputas internas e em uma sucess\u00e3o de dinastias. Tornou-se incapaz de encarar um Ocidente que conquistava a Am\u00e9rica, saqueava sua prata, tranformava-a em moeda e, pouco mais tarde, desenvolvia a ind\u00fastria e as armas capazes de subjugar o mundo. Derrotados nas duas \u201cguerras do \u00f3pio\u201d, os chineses vivem, a partir de meados do s\u00e9culo XIX, seu \u201cs\u00e9culo de humilha\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Ele termina com a revolu\u00e7\u00e3o de 1949 mas, tamb\u00e9m, com uma nova rela\u00e7\u00e3o com o Ocidente. Baseia-se na ideia confucionista de que n\u00e3o se deve anular o Outro, mas assimilar o que ele pode aportar. Atrasada, a China assimila primeiro a ind\u00fastria e os m\u00e9todos de gest\u00e3o sovi\u00e9ticos e em seguida os norte-americanos.<\/p>\n<p>Assimilar, contudo, significa transformar. Yan Zhongquiu est\u00e1 convencido de que a crise civilizat\u00f3ria atual assenta-se, tamb\u00e9m, no esfor\u00e7o de Washington por manter a qualquer custo seu papel dominante. Mais crucial: ele pensa que a civiliza\u00e7\u00e3o chinesa, segundo mostra sua hist\u00f3ria, n\u00e3o cultiva ambi\u00e7\u00f5es hegemonistas. Estaria apta, precisamente por isso, a sugerir uma modernidade distinta da Ocidental, o que inclui o empenho por super as l\u00f3gicas capitalistas e por valorizar, ao mesmo tempo a unidade (todos dependemos dos destinos do planeta) e da diversidade (nenhuma concep\u00e7\u00e3o de mundo tem o direito de se sobrepor \u00e0s demais).<\/p>\n<p>O texto de Yao Zhongqiu (\u59da\u4e2d\u79cb), cujo t\u00edtulo original \u00e9 \u201cCinco s\u00e9culos de transforma\u00e7\u00f5es \u2014 uma perspectiva chinesa\u201d, foi publicado pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/thetricontinental.org\/pt-pt\/\">Instituto Tricontinental<\/a>, que est\u00e1 traduzindo, em diversos idiomas, uma sele\u00e7\u00e3o de artigos da revista chinesa\u00a0<em>Wenhua Zongheng.\u00a0<\/em>Al\u00e9m de professor em na Escola de Estudos Internacionais de Renmin (localizada em Pequim), o dirige o Centro de Estudos Pol\u00edticos Hist\u00f3ricos da institui\u00e7\u00e3o. Publicou numerosos estudos e tradu\u00e7\u00f5es sobre a hist\u00f3ria do pensamento e institui\u00e7\u00f5es chinesas, e atualmente se dedica a pol\u00edtica hist\u00f3rica, teoria de vanguarda partid\u00e1ria e sistemas pol\u00edticos mundiais modernos. Suas \u00faltimas publica\u00e7\u00f5es incluem\u00a0<em>O Momento Chin\u00eas na Hist\u00f3ria Mundial<\/em>\u00a0(\u4e16\u754c\u5386\u53f2\u7684\u4e2d\u56fd\u65f6\u523b) e\u00a0<em>Longa e Duradoura: Uma Hist\u00f3ria Pol\u00edtica da Civiliza\u00e7\u00e3o Chinesa<\/em> (\u53ef\u5927\u53ef\u4e45\uff1a\u4e2d\u56fd\u653f\u6cbb\u6587\u660e\u53f2).<\/p>\n<p>A humanidade passa por uma agita\u00e7\u00e3o global de escala in\u00e9dita em 500 anos: principalmente, o decl\u00ednio relativo da Europa e dos Estados Unidos, o ascenso da China e do Sul Global, e a consequente transforma\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria do cen\u00e1rio internacional. Embora seja usual dizer que a era do dom\u00ednio global do Ocidente tenha durado cinco s\u00e9culos, isso \u00e9, precisamente, um exagero. De fato, Europa e Estados Unidos ocuparam suas posi\u00e7\u00f5es como poderes hegem\u00f4nicos por cerca de 200 anos, ap\u00f3s alcan\u00e7arem suas fases iniciais de industrializa\u00e7\u00e3o. A primeira revolu\u00e7\u00e3o industrial foi um ponto de inflex\u00e3o na hist\u00f3ria mundial, impactando significativamente a rela\u00e7\u00e3o entre o Ocidente e o resto do mundo. Atualmente, a era da hegemonia ocidental chegou ao fim e uma nova ordem mundial est\u00e1 emergindo, com a China jogando um papel predominante nesse processo. Esse artigo explora como chegamos a atual conjuntura global, analisando as diferentes fases na rela\u00e7\u00e3o entre a China e o Ocidente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1104\" src=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/China-economia-300x195.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"195\" srcset=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/China-economia-300x195.jpg 300w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/China-economia-1024x666.jpg 1024w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/China-economia-768x500.jpg 768w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/China-economia.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><em><strong>China: de pa\u00eds agr\u00e1rio \u00e0 pot\u00eancia industrial moderna<\/strong><\/em><\/p>\n<h2><strong>Fase I: Mudan\u00e7as no equil\u00edbrio entre a China e o Ocidente<\/strong><\/h2>\n<p>O primeiro encontro entre a China e a Europa remonta a era das expedi\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas nos s\u00e9culos XV e XVI, quando o diplomata e almirante chin\u00eas Zh\u00e8ng H\u00e9 (1371-1433) embarcou em suas Viagens Oce\u00e2nicas (\u90d1\u548c\u4e0b\u897f\u6d0b, Zh\u00e8ng H\u00e9 xi\u00e0 x\u012by\u00e1ng) (1405-1433), seguido pelas expedi\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas portuguesas e espanholas para a \u00c1sia<a href=\"https:\/\/thetricontinental.org\/pt-pt\/wenhua-zongheng-1-nova-ordem-internacional\/#_ftn_s3_1\"><sup>1<\/sup><\/a>. Desde ent\u00e3o, a China estabeleceu contato direto com a Europa pelas rotas oce\u00e2nicas.<\/p>\n<p>Durante esse per\u00edodo, a China era governada pela dinastia Ming (1388-1644), que adotou uma vis\u00e3o de mundo orientada pelo conceito de\u00a0<em>tianxia<\/em>\u00a0(\u5929\u4e0b, ti\u0101nxi\u00e0, \u201ctudo sob o c\u00e9u\u201d)<a href=\"https:\/\/thetricontinental.org\/pt-pt\/wenhua-zongheng-1-nova-ordem-internacional\/#_ftn_s3_2\"><sup>2<\/sup><\/a>. Este sistema de pensamento categorizou a humanidade em duas civiliza\u00e7\u00f5es principais: a chinesa, que cultuava o c\u00e9u, e a ocidental que, em geral, cultuava deuses no sentido monote\u00edsta do termo<a href=\"https:\/\/thetricontinental.org\/pt-pt\/wenhua-zongheng-1-nova-ordem-internacional\/#_ftn_s3_3\"><sup>3<\/sup><\/a>. \u00c9 importante notar que, nessa era, os chineses tinham uma compreens\u00e3o abrangente do Ocidente, considerando que este englobava todas as regi\u00f5es que se estendiam ao noroeste, desde a Mesopot\u00e2mia ao Mar Mediterr\u00e2neo e, ent\u00e3o, at\u00e9 a costa Atl\u00e2ntica, e n\u00e3o a no\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea que, em geral, limita o Ocidente aos Estados Unidos, Canad\u00e1, Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia e Europa. Por sua vez, a civiliza\u00e7\u00e3o chinesa se estendia para o sudeste, das margens do Rio Amarelo at\u00e9 a bacia do Rio Yangtze em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 costa. As duas civiliza\u00e7\u00f5es se encontrariam na conflu\u00eancia dos oceanos \u00cdndico e Pac\u00edfico e, a partir de ent\u00e3o, pode-se falar propriamente em uma hist\u00f3ria mundial. Ao mesmo tempo, tianxia prop\u00f5e uma concep\u00e7\u00e3o universalista do mundo, na qual considera-se que a China e o Ocidente compartilham a mesma \u201cilha mundial\u201d. Separadas pelas montanhas Pamir, da \u00c1sia Central, cada civiliza\u00e7\u00e3o era pensada como tendo sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, embora ainda n\u00e3o houvesse uma hist\u00f3ria mundial unificada, cada uma mantendo a ordem tianxia em suas respectivas partes da ilha mundial, tendo como base seus pr\u00f3prios conhecimentos.<\/p>\n<p>Embora a dinastia Ming tenha descontinuado as viagens mar\u00edtimas ap\u00f3s a S\u00e9tima Viagem de Zheng He, em 1433, algumas ilhas nos mares do Sul (\u5357\u6d0b, n\u00e1ny\u00e1ng, que corresponde aproximadamente ao Sudeste Asi\u00e1tico) foram incorporadas ao sistema tribut\u00e1rio do imp\u00e9rio da China (\u671d\u8d21, ch\u00e1og\u00f2ng). Isso constituiu uma mudan\u00e7a significativa na ordem tianxia, comparada com as dinastias anteriores, Han (202 AEC-9 EC, 25-220 EC) e Tang (618-907 EC), nas quais os tributos eram provenientes dos Estados das regi\u00f5es ocidentais (\u897f\u57df, x\u012by\u00f9, corresponde aproximadamente a \u00c1sia Central contempor\u00e2nea). Ainda mais importante foi o fato de que essa expans\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao sudeste abriu o caminho da China para os mares, j\u00e1 que a popula\u00e7\u00e3o chinesa da costa sudeste migrou para os Mares do Sul e, com eles, produtos como seda, porcelana e ch\u00e1 foram introduzidos no com\u00e9rcio mar\u00edtimo. Em compara\u00e7\u00e3o com os per\u00edodos de prosperidade das dinastias Tang e Song (960-1279), o com\u00e9rcio mar\u00edtimo se expandiu, com a economia de Jiangnan (\u6c5f\u5357, ji\u0101ngn\u00e1n, \u201csul do rio Yangtze\u201d) majoritariamente centrada em exporta\u00e7\u00f5es, sendo particularmente din\u00e2mica. Consequentemente, a industrializa\u00e7\u00e3o foi acelerada e a China se tornou, pela primeira vez, a \u201cf\u00e1brica do mundo\u201d.<\/p>\n<p>As na\u00e7\u00f5es europeias n\u00e3o tinham vantagem no com\u00e9rcio com a China, no entanto, compensavam seu d\u00e9ficit com a prata extra\u00edda das Am\u00e9ricas, recentemente colonizadas. Essa prata entrou na China em grandes quantidades e se tornou uma importante divisa, levando \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o da prata. Enquanto isso, a introdu\u00e7\u00e3o na China das sementes de batata doce e milho, nativas das Am\u00e9ricas, contribuiu para o r\u00e1pido crescimento da popula\u00e7\u00e3o nacional devido \u00e0 adaptabilidade desses cultivos a condi\u00e7\u00f5es adversas.<\/p>\n<p>No entanto, o envolvimento da China na formata\u00e7\u00e3o de uma ordem mundial conectada pelos mares tamb\u00e9m trouxe problemas inesperados para o pa\u00eds, sobretudo um desequil\u00edbrio entre a economia e as institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e militares. Enquanto a economia penetrou o sistema mar\u00edtimo, as institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e militares permaneceram continentais. Essa contradi\u00e7\u00e3o entre a terra e o mar produziu tens\u00f5es internas consider\u00e1veis, levando, finalmente, ao fim da dinastia Ming. Os conflitos fronteiri\u00e7os no norte e nordeste exigiam recursos financeiros significativos, por\u00e9m, naquele per\u00edodo, a maior parte da riqueza da China provinha do com\u00e9rcio mar\u00edtimo e estava concentrada no sudeste. Consequentemente, a educa\u00e7\u00e3o progrediu na regi\u00e3o costeira, levando ao dom\u00ednio dos processos pol\u00edticos na China por servidores p\u00fablicos-acad\u00eamicos (\u58eb\u5927\u592b, sh\u00ecd\u00e0f\u016b) do sudeste, que impediam reformas tribut\u00e1rias orientadas a melhorar a distribui\u00e7\u00e3o de riqueza. Pelo contr\u00e1rio, o sistema tribut\u00e1rio tradicional foi fortalecido, impondo maiores encargos ao campesinato<a href=\"https:\/\/thetricontinental.org\/pt-pt\/wenhua-zongheng-1-nova-ordem-internacional\/#_ftn_s3_4\"><sup>4<\/sup><\/a>. Essas tens\u00f5es eventualmente chegariam ao limite; o peso das taxa\u00e7\u00f5es sobre os camponeses do norte, que viviam majoritariamente do cultivo da terra, levou \u00e0 migra\u00e7\u00e3o interna; tais migrantes acabaram por derrubar o regime Ming. Ao mesmo tempo, os recursos militares no norte n\u00e3o eram suficientes, o que levou \u00e0 crescente influ\u00eancia de for\u00e7as rebeldes Qing no nordeste e \u00e0 sua ofensiva oportunista rumo ao sul, culminando no estabelecimento da dinastia Qing (1636-1912) em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1105\" src=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/china-poder-300x144.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"144\" srcset=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/china-poder-300x144.jpeg 300w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/china-poder-1024x492.jpeg 1024w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/china-poder-768x369.jpeg 768w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/china-poder.jpeg 1250w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><em><strong>Xi Jimping , l\u00edder atual do imp\u00e9rio Chin\u00eas<\/strong><\/em><\/p>\n<h2>In\u00edcio: controle das regi\u00f5es fronteiri\u00e7as<\/h2>\n<p>A dinastia Qing se originou entre o povo Manchu do nordeste da China, cujas ra\u00edzes culturais eram agr\u00edcolas e n\u00f4mades. Ao passo que as for\u00e7as Qing marchavam rumo ao sul e fundavam seu imp\u00e9rio, fizeram grandes esfor\u00e7os para estabelecer o controle sobre as regi\u00f5es fronteiri\u00e7as da China no norte e oeste, um arco que se estendia do Planalto da Mong\u00f3lia \u00e0s Montanhas Tianshan e ao Planalto Qinghai-Tibete. Por milhares de anos, essas regi\u00f5es do noroeste eram fonte de instabilidade pol\u00edtica, com sucessivas dinastias falhando no intento de unificar o conjunto da China. Ao integrar essas \u00e1reas ao Estado Chin\u00eas, a dinastia Qing se tornou capaz de alcan\u00e7ar seu objetivo hist\u00f3rico e pol\u00edtico de unifica\u00e7\u00e3o. Essa integra\u00e7\u00e3o interna tamb\u00e9m teve impacto na posi\u00e7\u00e3o internacional da China, com a R\u00fassia se tornando, ent\u00e3o, o pa\u00eds vizinho mais importante, e com o redirecionamento da Rota da Seda terrestre ao norte pelo estepe da Mong\u00f3lia, pela R\u00fassia at\u00e9 o norte da Europa.<\/p>\n<p>Na segunda metade do s\u00e9culo XVIII, esses dois \u201carcos\u201d de desenvolvimento, por terra e por mar, tinham peso equivalente, mas diferiam em seu significado para a China: enquanto a terra provia seguran\u00e7a, os mares eram fonte de vitalidade. Contudo, tanto o desenvolvimento por terra como por mar continham din\u00e2micas contradit\u00f3rias: as regi\u00f5es do estepe noroeste n\u00e3o eram internamente muito est\u00e1veis, enquanto as rela\u00e7\u00f5es de vizinhan\u00e7a com a R\u00fassia e o mundo Isl\u00e2mico permaneceram est\u00e1veis. Por outro lado, os mares do sudeste eram internamente est\u00e1veis, mas introduziram novos desafios para a China na forma das rela\u00e7\u00f5es com a Europa e os Estados Unidos. Essas din\u00e2micas terra-mar historicamente s\u00e3o colocadas para a China como um impasse singular e at\u00e9 hoje permanecem como uma quest\u00e3o estrat\u00e9gica fundamental.<\/p>\n<p>Por sua vez, os pa\u00edses europeus se beneficiaram mais do com\u00e9rcio direto com a China e ascenderam a uma posi\u00e7\u00e3o dominante na nova ordem global. Durante o s\u00e9culo XVI, sob a crescente decad\u00eancia da Igreja Cat\u00f3lica Romana, o nacionalismo \u00e9tnico surgia na Europa, culminando na Reforma de Martinho Lutero na Alemanha. Na sequ\u00eancia, a Europa entrou em uma era de constru\u00e7\u00e3o de Estados-Na\u00e7\u00e3o, conhecida como o in\u00edcio do per\u00edodo moderno, caracterizado pelo rompimento da autoridade da Igreja Cat\u00f3lica e o estabelecimento da soberania das monarquias seculares, superando algumas das hierarquias e divis\u00f5es criadas pelos senhores feudais e tornando todos os indiv\u00edduos iguais perante a lei do rei. O primeiro pa\u00eds a atingir essa configura\u00e7\u00e3o foi a Inglaterra, onde Henrique VIII baniu a Igreja da Inglaterra do pagamento do tributo anual ao Papado em 1533. No ano seguinte, aprovou o Ato de Supremacia, estabelecendo o rei como l\u00edder supremo da Igreja Anglicana, que se tornou a religi\u00e3o estatal. Por isso a Inglaterra \u00e9 reconhecida como primeira na\u00e7\u00e3o moderna, ao passo que as mudan\u00e7as constitucionais eram secund\u00e1rias.<\/p>\n<p>A Igreja Cat\u00f3lica, enfrentando uma crise governamental, buscou abrir novas frentes pastorais e come\u00e7ou a pregar fora da Europa por meio das viagens do \u201cdescobrimento\u201d. O Cristianismo gradualmente se tornou uma religi\u00e3o mundial, um dos mais importantes desenvolvimentos dos \u00faltimos cinco s\u00e9culos, com mission\u00e1rios finalmente chegando \u00e0 China no final do s\u00e9culo XVI, depois de muitas reviravoltas.<\/p>\n<p>Os mission\u00e1rios crist\u00e3os tinham se preparado para espalhar a mensagem de sua verdade aos chineses, e esperavam que estes fossem \u201cb\u00e1rbaros\u201d. Mas, para a surpresa dos crist\u00e3os, eles descobriram que a China era uma civiliza\u00e7\u00e3o poderosa, com um sistema de governan\u00e7a sofisticado e tradi\u00e7\u00f5es religiosas. Embora n\u00e3o acreditasse nos deuses personificados dos mission\u00e1rios, o povo chin\u00eas tinha um sistema de princ\u00edpios morais, uma economia altamente desenvolvida e uma ordem estabelecida. Isso inspirou alguns mission\u00e1rios a desenvolver uma verdadeira admira\u00e7\u00e3o pela China, que incluiu a tradu\u00e7\u00e3o de cl\u00e1ssicos chineses e o envio destes textos para a Europa, onde tiveram um impacto not\u00e1vel no Iluminismo em Paris<sup><a href=\"https:\/\/thetricontinental.org\/pt-pt\/wenhua-zongheng-1-nova-ordem-internacional\/#_ftn_s3_5\">5<\/a>.<\/sup><\/p>\n<p>Durante o Iluminismo, fil\u00f3sofos ocidentais desenvolveram ideias de humanismo e racionalismo, incluindo as no\u00e7\u00f5es de que os seres humanos s\u00e3o sujeitos e que um \u201ccriador\u201d n\u00e3o existe; de que os seres humanos deveriam buscar sua pr\u00f3pria felicidade em vez de tentar ascender ao reino de Deus; que podem ter convic\u00e7\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es morais s\u00f3lidas, independentes da religi\u00e3o; que o Estado pode estabelecer a ordem sem depender da religi\u00e3o; que o governo direto dos indiv\u00edduos pelo soberano \u00e9 o melhor sistema pol\u00edtico, e assim por diante. \u00c9 importante destacar, no entanto, que esses ideais do Iluminismo, tidos como os que formaram a base da modernidade ocidental, eram conhecimento comum na China por milhares de anos. Desse modo, o fluxo de ideias e ensinamentos da China para o Ocidente por meio dos mission\u00e1rios crist\u00e3os pode ser uma importante, sen\u00e3o a \u00fanica, influ\u00eancia no desenvolvimento da moderniza\u00e7\u00e3o ocidental. \u00c9 evidente que os pa\u00edses ocidentais foram os principais impulsores da moderniza\u00e7\u00e3o global nos \u00faltimos dois s\u00e9culos, mas essa modernidade evocada bebeu em outras culturas, incluindo a China. \u00c9 preciso reconhecer e afirmar esse fato para compreender a evolu\u00e7\u00e3o do mundo hoje.<\/p>\n<p>Em suma, durante a primeira fase da hist\u00f3ria mundializada, que abrangeu mais de 300 anos desde a primeira metade do s\u00e9culo XV at\u00e9 a segunda metade do s\u00e9culo XVIII, um sistema mundial integrado come\u00e7ou a se formar, com a China e o Ocidente ajustando, transformando e se beneficiando em suas intera\u00e7\u00f5es. Da perspectiva chinesa, essa ordem mundial foi, em grande parte, justa.<\/p>\n<p>Fonte: Outras Palavras\u00a0 \u00a0 (artigo do cientista Yao Zhongqiu)<\/p>\n<p>O Cafezinho e Brasil 247 (imagens)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como um pa\u00eds agr\u00e1rio, feudal at\u00e9 o ano de 1949, em desenvolvimento at\u00e9 os anos 1970, se tornou a segunda pot\u00eancia econ\u00f4mica global em 2019; est\u00e1 no limite da industrializa\u00e7\u00e3o\u00a0 e tecnologia avan\u00e7adas e que se tornar\u00e1 a maior pot\u00eancia global econ\u00f4mica e militar at\u00e9 2030? 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