{"id":2276,"date":"2024-08-05T10:40:01","date_gmt":"2024-08-05T13:40:01","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=2276"},"modified":"2024-08-05T10:40:01","modified_gmt":"2024-08-05T13:40:01","slug":"cangaceiro-chico-pereira-e-suas-relacoes-com-politicos-e-policiais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=2276","title":{"rendered":"Cangaceiro Chico Pereira e suas rela\u00e7\u00f5es com pol\u00edticos e policiais"},"content":{"rendered":"<h3>As Inter-rela\u00e7\u00f5es do cangaceiros Chico Pereira<\/h3>\n<p>Jos\u00e9 Tavares de Ara\u00fajo<\/p>\n<p>O blog publica a seguir, texto in\u00e9dito do historiador e pesquisador do Canga\u00e7o e Coronelismo, Jos\u00e9 Tavares, sobre o cangaceiro paraibano Chico Pereira. \u201cAs inter-rela\u00e7\u00f5es do cangaceiro Chico Pereira com cidad\u00e3os acima de qualquer suspeita\u201d ser\u00e1 publicado em Pdf, a pedido da Sociedade Brasileira do Estudo do Canga\u00e7o, organiza\u00e7\u00e3o que re\u00fane escritores e pesquisadores sobre o tema. Chico Pereira e suas interlocu\u00e7\u00f5es com oficiais da PM paraibana, pol\u00edticos como o presidente Jo\u00e3o Suassuna, ex-presidente Caf\u00e9 Filho, governador e Manoel Ben\u00edcio, delegado em Sousa.<\/p>\n<h1>A fam\u00edlia Suassuna<\/h1>\n<p>A partir dos meses finais de 1926, era cada vez mais recorrentes rumores dando conta de que Chico Pereira seria o respons\u00e1vel por alguns assaltos que vinham ocorrendo nos Estados do Cear\u00e1 e do Rio Grande do Norte, muito embora ele contestasse veementemente essas acusa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Assim como a fam\u00edlia de Chico Pereira, o ent\u00e3o Presidente do Estado da Para\u00edba, Jo\u00e3o Suassuna tamb\u00e9m tinha domic\u00edlio no munic\u00edpio de Sousa. Al\u00e9m da resid\u00eancia oficial na capital paraibana, o Chefe do Executivo Estadual costumava frequentar a sua fazenda Acau\u00e3 localizada no setor Leste, enquanto a fazenda dos Pereiras, denominada Jacu, localizava-se no setor Norte, uma dist\u00e2ncia uma da outra de cerca de seis l\u00e9guas.<\/p>\n<p>N\u00e3o era segredo para ningu\u00e9m que Chico Pereira mantinha um estreito v\u00ednculo afetivo com os Suassunas. Ele mesmo fazia quest\u00e3o de alardear a sua amizade com membros da fam\u00edlia do Presidente do Estado, sobretudo com os seus irm\u00e3os Ant\u00f4nio e Anacleto, Prefeito e Delegado da cidade de Catol\u00e9 do Rocha, os quais o cangaceiro tratava com grande intimidade, inclusive chamando-os de \u201cTonho\u201d e \u201cQuetinho\u201d, seus respectivos apelidos no seio familiar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2277\" src=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/chico-pereira-cngaco-300x298.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"298\" srcset=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/chico-pereira-cngaco-300x298.jpg 300w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/chico-pereira-cngaco-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/chico-pereira-cngaco.jpg 334w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><em><strong>Cangaceiro Chico Pereira; Boas rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas<\/strong><\/em><\/p>\n<h2>Assalto \u00e0 fazenda Rajada do Coronel Quinc\u00f3 da Ramada<\/h2>\n<p>No in\u00edcio de 1927, um pequeno grupo de bandoleiros praticou assalto \u00e0 propriedade do octogen\u00e1rio Coronel Joaquim Paulino de Medeiros, conhecido popularmente por Quinc\u00f3 da Ramada, fazendeiro do munic\u00edpio de Acari. O crime teve repercuss\u00e3o, principalmente no meio pol\u00edtico potiguar, em virtude do parentesco das v\u00edtimas, coronel Quinc\u00f3 da Ramada e sua esposa Maria Floretina de Medeiros (dona Maricota), com o ent\u00e3o Presidente do Estado do Rio Grande do Norte, Jos\u00e9 Augusto Bezerra de Medeiros, como tamb\u00e9m de Juvenal Lamartine de Faria, que viria suced\u00ea-lo a partir de 1\u00ba de janeiro de 1928. Jos\u00e9 Augusto era sobrinho de Juvenal Lamartine.<\/p>\n<p>Rumores cada vez mais fortes davam como certo que o crime de Acari teria sido comandado por Chico Pereira, destacando com \u00eanfase a liga\u00e7\u00e3o do chefe cangaceiro com familiares do Presidente do vizinho Estado. Jo\u00e3o Suassuna sentia-se bastante incomodado e, de certa forma, pressionado pelas recorrentes cobran\u00e7as do seu colega do Estado vizinho, parente pr\u00f3ximo de sua esposa Rita de C\u00e1ssia Dantas Vilar.<\/p>\n<p>O Presidente Jo\u00e3o Suassuna havia herdado do seu antecessor, Solon de Lucena, a \u00e1rdua miss\u00e3o de combater o bando de Lampi\u00e3o que havia feito da Para\u00edba uma verdadeira sucursal do crime, sediada no munic\u00edpio de Princesa. Ap\u00f3s o assalto \u00e0 cidade de Sousa, ocorrido em 27 de julho de 1924, uma ambiciosa opera\u00e7\u00e3o foi montada com o objetivo de desalojar definitivamente os bandidos do solo paraibano. Para tanto, na cidade de Princesa foi instalado o batalh\u00e3o de for\u00e7as volantes, tendo \u00e0 frente o comando do coronel Jos\u00e9 Pereira de Lima, deputado Estadual e chefe pol\u00edtico local.<\/p>\n<p>Depois de pouco mais de um ano e meio, muitas pris\u00f5es e grande derramamento de sangue de ambos os lados, a campanha militar foi considerada vitoriosa, culminando com a evas\u00e3o dos bandidos para a regi\u00e3o do cariri cearense, em busca de ref\u00fagios menos in\u00f3spitos.<\/p>\n<p>As medidas tomadas pelo governo da Para\u00edba foram elogiadas e destacadas como refer\u00eancias no combate ao banditismo rural. Objetivo concretizado, as for\u00e7as volantes foram desmobilizadas. O coronel Jos\u00e9 Pereira retomou as suas atividades empresariais e pol\u00edticas. O Tenente Manuel Ben\u00edcio, seu fiel e destemido escudeiro nessa luta, foi desempenhar o cargo de Delegado de Pol\u00edcia na cidade de Pombal.<\/p>\n<p>Em t\u00e3o curto tempo, o Presidente Jo\u00e3o Suassuna via-se diante de uma encruzilhada que poderia comprometer o seu legado. A amizade de seus irm\u00e3os com Chico Pereira, o respons\u00e1vel maior pela grande trag\u00e9dia que se abateu sobre a cidade de Sousa, era algo, no m\u00ednimo, constrangedor, para um ex-juiz de direito que al\u00e7ando ao posto maior da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica do Estado fez da seguran\u00e7a p\u00fablica o seu principal cavalo de batalha.<\/p>\n<p>Comentava-se a boca mi\u00fada que ap\u00f3s as incurs\u00f5es criminosas no vizinho Estado, Chico Pereira se homiziava impunemente em Pombal, na fazenda Pau Ferrado, pertencente a sua sogra dona Em\u00edlia N\u00f3brega Mamede e seus filhos.<\/p>\n<h2>Cerco \u00e0 Fazenda Pau Ferrado<\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1840\" src=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Casa-F.-Pedra-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Casa-F.-Pedra-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Casa-F.-Pedra-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Casa-F.-Pedra-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Casa-F.-Pedra.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><em><strong>Fazenda Pedras, Um coito de Cangaceiros, em 1922<\/strong><\/em><\/p>\n<p>No in\u00edcio da noite de 12 de outubro de 1927, Juca Mamede, cunhado de Chico Pereira, chegou \u00e0 fazenda Pau Ferrado, provindo da cidade de Pombal, para onde havia ido resolver algumas coisas particulares. Encontravam-se na sala da casa da fazenda, dona Em\u00edlia, sua filha Jarda, o genro Chico Pereira e seu cabra de confian\u00e7a Manuel Mendes.<\/p>\n<p>Juca Mamede foi o respons\u00e1vel pela vingan\u00e7a do seu pai, o major Ant\u00f4nio Mamede, assassinado em sua fazenda na fazenda Pau Ferrado, pelos irm\u00e3os Jos\u00e9 e Manuel Cavalcante de Lacerda, fato ocorrido em abril de 1919 por quest\u00f5es de terra.<\/p>\n<p>Juca se dirigiu ao seu cunhado e contou o que viu na cidade da seguinte forma;<\/p>\n<p>&#8211; Chico, lhe dou um conselho: n\u00e3o durma hoje em casa. Est\u00e1 chegando tanto soldado a Pombal que faz medo. Perguntei a todo mundo e ningu\u00e9m me deu not\u00edcia de barulho por este sert\u00e3o que precise de tanta pol\u00edcia. S\u00f3 quem tem quest\u00e3o grande assim \u00e9 voc\u00ea. A impress\u00e3o que tenho \u00e9 que v\u00e3o cercar a casa hoje \u00e0 noite.<\/p>\n<p>Confiante, Chico Pereira contestou a possibilidade dele ser o alvo da for\u00e7a policial:<\/p>\n<p>\u2014 Qual nada! Eu tenho garantias do Governo. Ando no meio da rua e n\u00e3o me prendem. Agora v\u00eam me prender em casa?<\/p>\n<p>Juca Mamede estava certo. N\u00e3o foi naquela noite, mas madrugada do dia seguinte. Pouco antes das quatro horas, o terreiro da casa foi ocupado por uma for\u00e7a policial. Algu\u00e9m bateu a janela da frente e se identificou:<\/p>\n<p>\u2014 Sou o sargento Jo\u00e3o Ferreira. Vim com o Tenente Manuel Benicio. O governo mandou dizer que o senhor se entregasse para responder j\u00fari.<\/p>\n<p>Do interior da casa, ecoou a voz de Chico Pereira:<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o me entrego. Quando o governo quiser que me Sue para j\u00fari mande um soldado s\u00f3, com um bilhete. Mas assim, n\u00e3o.<\/p>\n<p>E prosseguiu:<\/p>\n<p>\u2014 D. Em\u00edlia est\u00e1 pedindo para retirar a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>O sargento autorizou a sa\u00edda da fam\u00edlia pela porta da cozinha. Entretanto quando foram a abrir a porta dos fundos para a sa\u00edda da fam\u00edlia, ouviu-se a voz do Cabo Jo\u00e3o Piaba:<\/p>\n<p>\u2014 Por aqui ningu\u00e9m sai.<\/p>\n<p>Chico Pereira voltou \u00e0 janela da frente e reclamou:<\/p>\n<p>\u2014 Sargento, atr\u00e1s n\u00e3o deixam sair.<\/p>\n<p>\u2014 Ent\u00e3o ningu\u00e9m sai \u2013 respondeu o sargento.<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o, iniciou-se um cerrado tiroteio.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia se recolheu para a parte mais segura da casa, ficando na grande sala apenas Chico Pereira, Manuel Mendes e Jarda, que os ajudava no municionamento das armas.<\/p>\n<p><em>\u201cO sol subiu alto no c\u00e9u: seis, sete, oito horas da manh\u00e3. E o mesmo ritmo de luta. S\u00f3 que a muni\u00e7\u00e3o de casa ia se escasseando. Manuel Mendes \u00fanico cabra que com Chico lutava dentro de casa contra a pol\u00edcia, agora cruzou os bra\u00e7os. N\u00e3o havia mais bala. Jarda aflita via que a muni\u00e7\u00e3o quase toda cabia na concha das m\u00e3os unidas. Chico prop\u00f4s que o cabra saltasse no terreiro e fosse embora. Achou perigoso e n\u00e3o se atreveu\u201d<\/em> (F. Pereira Nobrega, 1960)<\/p>\n<p>Em meio ao tiroteio, um soldado de nome Mauricio, com idade j\u00e1 avan\u00e7ada, inadvertidamente decidiu entrar na casa. Segue a narrativa do escritor e F. Pereira N\u00f3brega:<\/p>\n<p><em>\u201cT\u00e3o velho, t\u00e3o cansado, achou contudo que estava mais perto das honras do que da morte.<\/em><\/p>\n<p><em>Luminosa ideia lhe ia passando pela mente aturdida explos\u00f5es. Colado o corpo ao ch\u00e3o, junto a cal\u00e7ada, contou os seis tiros que pela porta sa\u00edram.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 Enquanto Chico refaz a carga \u2014 imaginou ele \u2014 passar\u00e1 a atirar da janela, como costuma alternar.<\/em><\/p>\n<p><em>Abandonou o fuzil. Os movimentos r\u00e1pidos a se fazerem em segundos, com o punhal seriam mais f\u00e1ceis. Levantou-se da trincheira natural, colocou o grande punhal nu entre os dentes trincados. As m\u00e3os livres elevaram o corpo senil sobre a cal\u00e7ada alta. Acobertado pela fuma\u00e7a espessa, atirou-se de casa a dentro, pela porta aberta, agora de punhal na m\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Ia matar Chico. Ia ganhar um gal\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Foi um engano fatal. Chico voltava inesperadamente porta. A primeira bala entrou no t\u00f3rax do velho soldado. Tombou sobre a soleira da porta e se arrastou a um lado, pela calcada afora.<\/em><\/p>\n<p><em>A soldadesca debandou um momento.<\/em><\/p>\n<p><em>De fora, pediram um instante de tr\u00e9gua, mas passou r\u00e1pido e a luta continuou.\u201d<\/em><\/p>\n<p>O velho soldado deu seu \u00faltimo suspiro nos bra\u00e7os do filho que tamb\u00e9m integrava a da for\u00e7a.<\/p>\n<p>Praticamente sem muni\u00e7\u00e3o, Chico Pereira gritou repetidas vezes pelo nome do Tenente Manuel Benicio, sem, obter respostas a n\u00e3o serem rajadas de balas.<\/p>\n<p>Apesar do alto risco, a tentativa de furar o cerco era a \u00fanica sa\u00edda. Por sorte, alguns amigos da redondeza ensaiaram uma t\u00edmida rea\u00e7\u00e3o contra a for\u00e7a, possibilitando assim a fuga dos dois sitiados:<\/p>\n<p><em>\u201cSobrevieram tiros da mata sobre os militares. Tiros poucos, mas eficazes. Amigos da redondeza, furtivamente ajudavam Chico. Com isso a soldadesca novamente recuou, refugiando-se detr\u00e1s da cozinha. E agora, com tamanho \u00edmpeto que a cerca do jardim ficou por terra.<\/em><\/p>\n<p><em>Chico bateu numa janela e gritou para os soldados:<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Esperem que vou saltar no terreiro.<\/em><\/p>\n<p><em>Bateu noutra janela, depois noutra, sempre em pontos diversos. E saltou pela porta, atirando. Desapareceu na mata, acompanhado de uma chuva de balas.<\/em><\/p>\n<p><em>Minutos depois era Manuel Mendes que saltava.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Durante a fuga, Manuel Mendes foi alvejado em uma das pernas, mesmo assim conseguiu chegar aonde lhe esperava Chico Pereira, que o ajudou, carregando-o nas costas at\u00e9 um lugar seguro. O tiro sofrido por Manuel Mendes deixou-o coxo permanentemente.<\/p>\n<p>Logo que a fuga foi consumada, o Tenente Manuel Ben\u00edcio chega ao local do confronto. Ap\u00f3s ser informado da morte do soldado, o Delegado se dirigiu at\u00e9 o interior da resid\u00eancia, onde manteve confabula\u00e7\u00e3o com os familiares. Ao retornar, determinou que a for\u00e7a retornasse a cidade, transportando o corpo do companheiro em uma rede de dormir cedida por dona Em\u00edlia.<\/p>\n<p>O epis\u00f3dio ocorrido na fazenda Pau Ferrado foi not\u00edcia veiculadas nos principais jornais do Pa\u00eds. Na edi\u00e7\u00e3o do dia 24 de outubro, o \u201cDi\u00e1rio da Noite\u201d da cidade de S\u00e3o Paulo, veiculou a seguinte nota:<\/p>\n<p><em>\u201cPara\u00edba, 24 \u2013 Uma correspond\u00eancia de Pombal informa que, no come\u00e7o da semana passada, foi ali cercado por uma for\u00e7a de pol\u00edcia o bandido Chico Pereira. Depois de violento tiroteio, o criminoso conseguiu romper o cerco e fugir. Morreu na luta um soldado de pol\u00edcia.\u201d<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2280\" src=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/tavares-placa-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/tavares-placa-300x225.jpeg 300w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/tavares-placa-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/tavares-placa-768x576.jpeg 768w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/tavares-placa-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/tavares-placa.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Escritor Jos\u00e9 Tavares no rastro de cangaceiros na Para\u00edba<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Poucos dias depois, precisamente na edi\u00e7\u00e3o de 7 de novembro, este mesmo peri\u00f3dico voltou a reportar com maior detalhamento sobre o assunto, inclusive tra\u00e7ando um interessante perfil da personalidade de Chico Pereira:<\/p>\n<p><em>\u201cPara\u00edba, Outubro &#8211; Tem sempre algo de interessante o estudo da psicologia dos bandidos. N\u00e3o nos propomos a faz\u00ea-lo aqui. Contudo queremos hoje destacar a personalidade estranha do cangaceiro Chico Pereira, agora em foco com o cerco que a pol\u00edcia paraibana lhe p\u00f4s em Pau Ferrado, nas proximidades da cidade de Pombal, no alto sert\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Chico Pereira \u00e9 um admirador do Faroeste americano. Usa chap\u00e9u de abas largas, pistola a cinta, pesadas cartucheiras, len\u00e7o vermelho ao pesco\u00e7o, tudo de mistura com o muito nortista punhal e bordadas alpercatas.<\/em><\/p>\n<p><em>Monta admiravelmente e gosta das situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, parecendo at\u00e9 haver escolhido a vida do canga\u00e7o pelo prazer dos arriscados desportos.<\/em><\/p>\n<p><em>Pertence a conhecida fam\u00edlia sertaneja. \u00c9 um tipo insinuante e galanteador, possuindo mesmo alguma Instru\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>H\u00e1 tr\u00eas anos passados, num assomo de desmedida bravura, assaltou em pleno dia a grande cidade de Sousa, levando centenas de contos em dinheiro, joias e mercadorias. <\/em><\/p>\n<p><em>Passaram-se os tempos e j\u00e1 ningu\u00e9m se lembrava de Chico Pereira. A semana passada, por\u00e9m, o Delegado de Pombal, Tenente Manuel Benicio, teve den\u00fancia de que o famoso campeador das catingas estava homiziado bem perto da cidade, no lugar Pau Ferrado, acompanhado apenas por Manuel Mendes, seu companheiro de crimes. Era mais uma demonstra\u00e7\u00e3o de sua doentia paix\u00e3o pela luta.<\/em><\/p>\n<p><em>Comandados por aquele oficial, nossos milicianos fizeram o cerco da casa onde eles se encontravam. Ambos dormiam. Despertados pela fuzilaria, reagiram logo vigorosamente.<\/em><\/p>\n<p><em>O cerco foi se apertando. Pouco depois, os bandidos se eclipsaram &#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>O Delegado explica o ocorrido. Infelicidade. Da pol\u00edcia, est\u00e1 claro.<\/em><\/p>\n<p><em>Dois soldados se encontravam pr\u00f3ximo a uma das portas da casa assediada. Em dado momento, um deles tombou fulminado com certeira bala no cora\u00e7\u00e3o. O outro se manteve no arriscado posto por algum tempo. Seu fuzil (fuzil Mauser, dos mais modernos) &#8220;mentiu fogo&#8221; e, para n\u00e3o ter a mesma sorte de seu companheiro, o soldado recuou. Chico Pereira e seu colega de aventuras aproveitaram a oportunidade. Assim reza o comunicado oficial &#8230;\u201d<\/em><\/p>\n<h2>Rela\u00e7\u00e3o de amizade com o Tenente Manuel Benicio<\/h2>\n<p>O Tenente Manuel Benicio tinha uma estreita rela\u00e7\u00e3o de amizade com a fam\u00edlia de Chico Pereira, advinda desde 1917, \u00e9poca em que ele foi Delegado da cidade de Sousa, Naquele tempo ele conheceu o coronel Jo\u00e3o Pereira Cabral, uma proeminente lideran\u00e7a pol\u00edtica com forte influ\u00eancia nos arredores da povoa\u00e7\u00e3o de Nazar\u00e9.<\/p>\n<p>Possivelmente, foi por esse motivo que durante o combate do da Fazenda o oficial determinou que seus subordinados retornassem a Pombal, em vez de seguir em persegui\u00e7\u00e3o a Chico Pereira e Manuel Mendes.<\/p>\n<p>Especulava-se, (pode at\u00e9 ter sido meras conjecturas, mesmo assim n\u00e3o se deve\u00a0 desconsiderar a possibilidade de sua veracidade)\u00a0 que o Delegado Manuel Ben\u00edcio havia tido uma conversa em particular com Juca Mamede e mandado um recado para que Chico Pereira se retirasse do Pau Ferrado, pois ele iria ao Pau Ferrado, cumprir um mandado de pris\u00e3o. Obviamente, essa informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi abordada por F. Pereira N\u00f3brega, provavelmente para n\u00e3o comprometer o oficial da Pol\u00edcia Militar da Para\u00edba.<\/p>\n<p>Entretanto, no livro \u201cVingan\u00e7a, n\u00e3o\u201d, o filho do Chico Pereira registra essa liga\u00e7\u00e3o de amizade entre o oficial e o cangaceiro, quando gravemente ferido na Serra do Pau Ferrado, Chico Pereira \u00e9 aconselhado por Levino Ferreira, irm\u00e3o de Lampi\u00e3o, para que ele se entregasse e que em nome dessa amizade, o Tenente Manuel Ben\u00edcio n\u00e3o iria permitir que a pol\u00edcia o matasse, o que costumeiramente acontecia quando as for\u00e7as capturavam cangaceiros:<\/p>\n<p>\u2014 Seu Chico Pereira, \u00e9 melhor o senhor se entregar ao Tenente Benicio. Ele \u00e9 seu amigo e n\u00e3o deixa a pol\u00edcia matar.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o, Levino. Isso, n\u00e3o! Nunca hei de dar esse gosto a pol\u00edcia. Prefiro morrer brigando.<\/p>\n<p>Em entrevista concedida ao jornal \u201cO Globo\u201d do Rio Janeiro, em 9 de setembro 1959, o ent\u00e3o Major Manuel Ben\u00edcio, falando sobre os 67 combates que teve com cangaceiros, rememorou o combate da Serra do Pau Ferrado, desatacando-o como o mais memor\u00e1vel:<\/p>\n<p><em>\u201cHouve dias em que nosso encontros se repetiram, dos quais o mais memor\u00e1vel foi o ocorrido no lugar denominado Pau Ferrado, do munic\u00edpio de Princesa, em agosto de 1924. Comandava 50 homens, 25 soldados e 25 paisanos, quando recebi a perigosa incumb\u00eancia, do famoso Chefe Pol\u00edtico Jos\u00e9 Pereira, de expulsar Lampi\u00e3o do territ\u00f3rio paraibano. <\/em><\/p>\n<p><em>Encontrei os cangaceiros em Pau Ferrado e durante um dia e uma noite travamos uma luta de vida e morte na caatinga brava. De lado a lado havia disposi\u00e7\u00e3o de combate e n\u00e3o faltava armas e muni\u00e7\u00f5es. Ora, a minha volante obtinha vantagens e, em seguida, retrocedia ante a violenta rea\u00e7\u00e3o dos bandidos. Lampi\u00e3o, temendo que eu recebesse refor\u00e7o, fugiu para Pernambuco.\u201d<\/em><\/p>\n<p>O Tenente Manuel Ben\u00edcio da Silva faleceu na capital paraibana em 1972, aos 88 anos de idade. Tr\u00eas anos depois, precisamente no dia 9 de Janeiro de 1975, Abdias Pereira Dantas, irm\u00e3o de Chico Pereira, revelou ao meu primo Jos\u00e9 Romero Ara\u00fajo Cardoso e sua esposa T\u00e2nia Maria de Sousa o que seria um segredo de fam\u00edlia. Segundo Abdias Pereira, teria sido o Tenente Manuel Ben\u00edcio quem resgatou o seu irm\u00e3o quando este encontrava-se gravemente ferido no combate de Serra do Pau Ferrado, no munic\u00edpio de Princesa.<\/p>\n<p>Ao tomar conhecimento que o cangaceiro, gravemente ferido e picado por um cobra pe\u00e7onhenta, estava em tratamento prec\u00e1rio aos cuidados deum morador do lugar, o oficial da pol\u00edcia paraibana o resgatou e, em vez de lev\u00e1-lo a tutela da justi\u00e7a, entregou aos cuidados do coronel Nilo Feitosa, destacado fazendeiro de pol\u00edtico de Alagoa do Monteiro, munic\u00edpio localizado no cariri paraibano.<\/p>\n<h2>Pris\u00e3o\u00a0 na porta do cinema, em Cajazeiras<\/h2>\n<p>Em agosto de 1928, o Tenente Manoel Arruda era ent\u00e3o Delegado de S\u00e3o Jo\u00e3o do Rio do Peixe, estava na vizinha cidade de Cajazeiras, quando recebeu a incumb\u00eancia do Presidente Jo\u00e3o Suassuna de prender o cangaceiro Chico Pereira, que h\u00e1 pouco tempo havia conseguido se safar espetacularmente de um cerco da for\u00e7a volante comandada pelo Tenente Manoel Ben\u00edcio, na fazenda Pau Ferrado, mun\u00edcipio de Pombal.<\/p>\n<p><em>\u201cEu era Delegado de S\u00e3o Jo\u00e3o do Rio do Peixe. Mas fui assistir a festa de Padroeira em Cajazeiras. O Tenente Ant\u00f4nio Salgado, casado com minha prima Mariinha Arnaud, era o Delegado de l\u00e1.<\/em><\/p>\n<p><em>De manh\u00e3, est\u00e1vamos sentados na mesa, eu e Salgado, tomando caf\u00e9, quando buzinou um carro &#8220;Dodge&#8221;. Ele foi atender. Era um cart\u00e3o do Presidente Jo\u00e3o Suassuna. Salgado chegou com o cart\u00e3o e disse: <\/em><\/p>\n<p>\u2014<em> Arruda, um cart\u00e3o do Presidente para voc\u00ea. \u00c9 reservado e urgente.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Segundo o Tenente Manuel Arruda, no cart\u00e3o constava uma ordem expressa para que o Tenente fizesse dilig\u00eancia para prender Chico Pereira que, provavelmente, estaria na fazenda dos familiares de sua esposa em Pombal. O Presidente recomendava que, caso a captura do criminoso viesse a ser concretizada, ele comunicasse imediatamente ao dr. J\u00falio Lira, Chefe de Pol\u00edcia, para ele determinar p destino do preso.<\/p>\n<p>Esta afirma\u00e7\u00e3o do de que n\u00e3o se sabia o paradeiro do foragido contrap\u00f5e ao relato de F. Pereira N\u00f3brega, em \u201cVingan\u00e7a, n\u00e3o\u201d. Segundo Pereira, Jo\u00e3o Suassuna tinha conhecimento pr\u00e9vio de que o seu pai se faria presente na festa da padroeira Cajazeiras. Contas que uma semana antes, Chico Pereira havia abordado o Presidente numa Estrada em Sousa e mantiveram o seguinte di\u00e1logo, da seguinte forma:<\/p>\n<p><em>\u201cChico atravessava a estrada, estendia a m\u00e3o, o carro presidencial parava e sa\u00edam ambos, estrada afora.<\/em><\/p>\n<p>\u2014<em> Presidente, posso ir \u00e0 festa da Padroeira de Cajazeiras?<\/em><\/p>\n<p><em>Daqui a uma semana. Dia 15.<\/em><\/p>\n<p>\u2014<em> Pode. Por que n\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>\u2014<em> N\u00e3o vai ser motivo de censura \u00e0 sua pessoa? Eu com um crime ainda a responder?<\/em><\/p>\n<p>\u2014<em> N\u00e3o estou mais ligando para o que dizem. Com mais poucas semanas, terei findo meu governo.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Retornando \u00e0 narrativa do Tenente Arruda:<\/p>\n<p><em>\u201cCom vistas ao cumprimento da determina\u00e7\u00e3o do Presidente, eu e Salgado formos at\u00e9 o quartel para tirar refor\u00e7o. Tiramos dois pra\u00e7as. Mandei que se equipassem para tomar o trem \u00e0s quatro e vinte da manh\u00e3, sem dizer para onde iam. Eu ia persegui-lo em Pombal, no Pau Ferrado.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c0 tarde, passeamos de autom\u00f3vel e paramos no bar de Manoel N\u00f3brega, vizinho ao cinema de Jo\u00e3o Bichara, pai do ex-governador Ivan Bichara. Eu estava sentado na banca quando chegou Salgado e disse: <\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 Arruda, vem c\u00e1. <\/em><\/p>\n<p><em>Eu fui chegando na porta e ele disse:<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u2014 O homem est\u00e1 aqui. <\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 Que homem?<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 O Chico Pereira.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 Aonde?<\/em><\/p>\n<p><em>Ele disse:<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u2014 Na igreja. Voc\u00ea fique aqui que eu vou chamar Jos\u00e9 Guedes. <\/em><\/p>\n<p><em>Salgado retira-se e eu vou levantando a vista e l\u00e1 vem Chico Pereira. Eu s\u00f3 tinha visto uma vez aqui em Pombal. Um sujeito louro, muito loiro, de costeleta, bem alto, corado, vermelho, era aloirado, bem vermelho. Trajava muito bem, vestia cal\u00e7a de casimira listrada, palet\u00f3 azul marinho, chap\u00e9u lebre, bengala. Vinha de bra\u00e7o com uma mo\u00e7a. Uma bela jovem, uma mocinha l\u00e1, desavisada. Eu estava \u00e0 paisano com o meu rev\u00f3lver, um rev\u00f3lver que eu tenho a\u00ed, um 38. Ele vai subindo a cal\u00e7ada para entrar no cinema com a mo\u00e7a, de bra\u00e7o. Eu me encaminhei, dei a m\u00e3o a ele: <\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 Como vai Chico Pereira?<\/em><\/p>\n<p><em>Ele disse: \u2014 Como vai o senhor? <\/em><\/p>\n<p><em>Eu fiquei pegado na m\u00e3o dele e disse: \u2014 Voc\u00ea agora t\u00e1 preso, por ordem do Chefe de Pol\u00edcia. <\/em><\/p>\n<p><em>Ele disse: \u2014 Quem \u00e9 o senhor?<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 Tenente Arruda \u2014 Puxei o rev\u00f3lver. <\/em><\/p>\n<p><em>A mo\u00e7a correu. Eu n\u00e3o sei nem qual a dire\u00e7\u00e3o que ela tomou. <\/em><\/p>\n<p><em>Ent\u00e3o eu fui com a m\u00e3o esquerda para pegar o rev\u00f3lver dele. Ele pulou. Mas eu tinha pegado na m\u00e3o dele assim. Dei um golpe. Eu lacei o bra\u00e7o, o bra\u00e7o dele assim. Foi uma sorte. Eu arrebatei o rev\u00f3lver dele. Um rev\u00f3lver cabo leque. Eu puxei com a m\u00e3o esquerda e arranquei com a bainha. Ele ficou com o cintur\u00e3o e trinta e nove balas no cinto dele. <\/em><\/p>\n<p><em>Eu disse: \u2014 N\u00e3o estreme\u00e7a que voc\u00ea morre! <\/em><\/p>\n<p><em>Mas n\u00e3o podia nem botar o dedo no rev\u00f3lver porque ele estava com a bainha.<\/em><\/p>\n<p><em>Nesse \u00ednterim, o Costa pulou na frente. O Salgado j\u00e1 tinha se encontrado com o Costa:<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u2014 N\u00e3o estreme\u00e7a, bandido! <\/em><\/p>\n<p><em>Eu disse: \u2014 O homem est\u00e1 preso, desarmado e garantido, Costa. <\/em><\/p>\n<p><em>L\u00e1 vinha o Jo\u00e3o Fernandes, o guarda-costas dele avan\u00e7ando e o Jos\u00e9 Guedes com o Cabo tomaram a frente dele. Tomaram o rev\u00f3lver e a pistola dele. <\/em><\/p>\n<p><em>Eu o encaminhei para a cadeia e mandei formar uma guarda. Incontinente, eu mandei buscar um carro. O mesmo &#8220;Dodge\u201d que foi levar o cart\u00e3o do Presidente me transportou. <\/em><\/p>\n<p><em>A estrada que liga Cajazeira a Pombal era infam\u00e9rrima. Tanto, que sa\u00edmos de Cajazeiras \u00e0s oito horas a vimos chegar em Pombal \u00e0s duas horas da madrugada.<\/em><\/p>\n<p><em>Incontinente, eu mandei providenciar um carro para transportar o preso imediatamente para a cadeia de Pombal. Veio aquele mesmo &#8220;Dodge\u201d que me trouxe o cart\u00e3o do Presidente pela manh\u00e3. <\/em><\/p>\n<p><em>Os cem quil\u00f4metros de estrada at\u00e9 Pombal eram infam\u00e9rrimos. Tanto, que sa\u00edmos de Cajazeiras \u00e0s oito horas e s\u00f3 viemos chegar ao destino \u00e0s duas horas da madrugada. <\/em><\/p>\n<p><em>No cart\u00e3o, o Presidente Suassuna havia recomendado que no caso o criminoso fosse preso, eu telegrafasse para J\u00falio Lira, Chefe de Pol\u00edcia, que ele diria que provid\u00eancia imediata deveria ser tomada.<\/em><\/p>\n<p><em>Ent\u00e3o, logo que cheguei a Pombal, eu passei um r\u00e1dio para o Chefe de Pol\u00edcia. Passei o radiograma e veio a resposta dizendo que eu ou o Tenente<\/em> Jos\u00e9 Costa transportasse o criminoso para Princesa: \u2013 \u201cO senhor ou o Tenente Costa, a fim de evitar fuga do criminoso\u201d.<\/p>\n<h2>Visita de Aproniano ao irm\u00e3o na cadeia de Pombal<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cO dia amanheceu com Chico na cadeia de Pombal. Aproniano veio com Jo\u00e3o Fernandes e conversaram os tr\u00eas<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 Conte seu plano.<\/em><\/p>\n<p><em>Aproniano come\u00e7ou:<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 \u00c9 o seguinte, Chico. Primeiro, me diga quantos dias vai passar preso aqui em Pombal.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 N\u00e3o sei bem ainda. Muitos dias. Penso que mais de uma semana? Por qu\u00ea?<\/em><\/p>\n<p><em>Porque n\u00e3o pode ser. Voc\u00ea preso?! Por que o governo n\u00e3o fez como da outra vez? Voc\u00ea se entregou e n\u00e3o pisou na cadeia. Ficou na fazenda &#8220;Cajueiro&#8221; de seu amigo Tonho.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 Afinal, Aproniano, a que voc\u00ea quer chegar?<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 Vou lhe ser sincero. N\u00e3o estou achando limpa esta atitude do governo.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 Tamb\u00e9m n\u00e3o. N\u00e3o vou dizer que gostei. Mandasse um soldado s\u00f3, com um recado e eu me entregava. Mas prender &#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 Isso! Estou gostando de ouvir. E por que voc\u00ea n\u00e3o fez como no Pau Ferrado, quando o vieram prender? Mandou bala &#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>Jo\u00e3o Fernandes fez um sinal. O guarda vinha passando.<\/em><\/p>\n<p><em>Aproniano retomou:<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 Mas desconfio do governo por outra coisa. N\u00e3o acho que ele quer livrar voc\u00ea. Precisava essa decep\u00e7\u00e3o de prender voc\u00ea no meio de uma festa? Tendo dito que voc\u00ea podia ir a ela?<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 Certamente porque s\u00f3 agora foi marcado o dia do j\u00fari de Princesa. Por isso agora vou brigar com o governo e perder a \u00faltima ocasi\u00e3o de me livrar? De poder viver em minha casa, como gente? De criar meus filhos? Agora que j\u00e1 estou a caminho de Princesa, pra me livrar?<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 Chico voc\u00ea confia demais nos outros. Isso aqui tem trai\u00e7\u00e3o no meio. Deus permita que me engane. Mas tem.<\/em><\/p>\n<p><em>Eu estava acertando com &#8230; &#8211; Novo sinal de Jo\u00e3o Fernandes. O guarda passava &#8211; &#8230; acertando com Jo\u00e3o Fernandes um plano: juntar uns 80 homens, arrombar esta cadeia e tirar voc\u00ea de dentro.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014 Aproniano, voc\u00ea \u00e9 maluco? S\u00f3 sendo! Faltando dias pra me livrar de tudo e criar esse caso com o governo?<\/em><\/p>\n<p><em>Al\u00e9m disso, vou lhe dizer uma coisa: j\u00e1 passei pela decep\u00e7\u00e3o de ser preso e s\u00f3 j\u00fari repara isso. Fugir n\u00e3o \u00e9 para homem.<\/em><\/p>\n<p><em>A sentinela amiudou os giros por ali, como se alguma desconfian\u00e7a houvesse. N\u00e3o puderam conversar mais. Despediram-se.<\/em><\/p>\n<p><em>Foi a \u00faltima vez que os tr\u00eas se encontraram.\u201d<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2278\" src=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Jacu-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Jacu-300x225.jpeg 300w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Jacu-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Jacu-768x576.jpeg 768w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Jacu-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Jacu.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><em><strong>Fazenda Jacu, de Chico Pereira.\u00a0 Desse casar\u00e3o partiu o bando de Lampi\u00e3o para o ataque a Sousa.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>1a parte do artigo.<\/p>\n<p>autor Z\u00e9 Tavares<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As Inter-rela\u00e7\u00f5es do cangaceiros Chico Pereira Jos\u00e9 Tavares de Ara\u00fajo O blog publica a seguir, texto in\u00e9dito do historiador e pesquisador do Canga\u00e7o e Coronelismo, Jos\u00e9 Tavares, sobre o cangaceiro paraibano Chico Pereira. \u201cAs inter-rela\u00e7\u00f5es do cangaceiro Chico Pereira com cidad\u00e3os acima de qualquer suspeita\u201d ser\u00e1 publicado em Pdf, a pedido da Sociedade Brasileira do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2278,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-2276","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cangaco"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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