{"id":2879,"date":"2025-08-03T10:28:22","date_gmt":"2025-08-03T13:28:22","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=2879"},"modified":"2025-08-03T10:28:22","modified_gmt":"2025-08-03T13:28:22","slug":"cangaco-se-consolida-no-imaginario-nacional-aponta-historiador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=2879","title":{"rendered":"Canga\u00e7o se consolida no imagin\u00e1rio nacional, aponta historiador"},"content":{"rendered":"<p>O blog publica a seguir, artigo do historiador e pesquisador Frederico Pernambucano de Melo, veiculado em primeira m\u00e3o pelo jornal Estado de Minas. Trata-se de uma an\u00e1lise profunda sobre o canga\u00e7o, da\u00ed a import\u00e2ncia da sua dissemina\u00e7\u00e3o com grupos de estudos sobre canga\u00e7o.<\/p>\n<h2>Historiador explica como canga\u00e7o se consolidou no imagin\u00e1rio nacional<\/h2>\n<p><em><strong>Frederico Pernambucano de Mello<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Especial para o EM<\/strong><\/em><\/p>\n<p>No reino do Sert\u00e3o do Nordeste do Brasil, de \u00e1rea maior do que muito pa\u00eds mundo afora, os cangaceiros come\u00e7aram a erguer uma esp\u00e9cie de Ordem a partir do S\u00e9culo XVIII, assentando valores derivados da cultura pastoril, normas de conduta peculiares, disposi\u00e7\u00f5es sobre a mesa, a festa, a m\u00fasica, a dan\u00e7a, a luta, a est\u00e9tica, tamb\u00e9m um apelo viscoso ao catolicismo popular, sem esquecer os anseios de riqueza e de abund\u00e2ncia, ao menos enquanto durasse a vida de correrias.<\/p>\n<p>Com Lampi\u00e3o, a um tempo famoso e famigerado como Rei do Canga\u00e7o, a organiza\u00e7\u00e3o se moderniza na linha das bases capitalistas introduzidas no interior pela genialidade de Delmiro Gouveia, de quem Virgulino fora tropeiro em anos verdes, ao lado de pai, tio e irm\u00e3os.<\/p>\n<h2>Reconhecimento atrav\u00e9s da poesia e folhetos de Cordel<\/h2>\n<p>O reconhecimento pela poesia de gesta, a cantar as fa\u00e7anhas dos chefes de canga\u00e7o na imposta\u00e7\u00e3o fanhosa dos violeiros e dos cegos rabequistas de p\u00e1tio de feira, depois nos autores de folhetos cuspidos da prensa em xilogravura, era buscado igualmente pelos nossos aventureiros, animando o abra\u00e7o da viola com o punhal, de utilidade para ambas as partes. Os detalhes das aventuras resvalavam para a narrativa teatral dos ciganos novidadeiros, de ribeira em ribeira, de fazenda em fazenda, s\u00edtio em s\u00edtio, a relatar as ocorr\u00eancias mais recentes, recolhendo moedas e aten\u00e7\u00f5es, arvorados em jornalistas de chap\u00e9u de couro e alpercata de rabicho naquele Sert\u00e3o do nunca mais.<\/p>\n<p>Destruir a sociedade patriarcal n\u00e3o se desenhava no horizonte da Ordem do Canga\u00e7o. Afinal, os capit\u00e3es das antigas Ordenan\u00e7as, velharia lusitana chegada ao Brasil em 1575, ou os coron\u00e9is da Guarda Nacional, sucessores daqueles a partir de 1831, n\u00e3o eram vistos necessariamente como inimigos, podendo at\u00e9 lhes servir de escada ao prop\u00f3sito de cravar uma cunha na elite sertaneja, arredando oposi\u00e7\u00f5es e abrindo espa\u00e7o para a exist\u00eancia da confraria das estrelas de couro dispostas na aba arrebitada dos grandes chap\u00e9us. Afinal, ao contr\u00e1rio do que supuseram os int\u00e9rpretes marxistas, coron\u00e9is e cangaceiros se aliaram, em regra, na obten\u00e7\u00e3o de seus prop\u00f3sitos. Uni\u00e3o \u00fatil a ambas as partes.<\/p>\n<p>Ao p\u00e9 do conceito original e guardadas as propor\u00e7\u00f5es, o leitor n\u00e3o ignora que estamos tratando de uma entidade ao estilo das que nos vieram da Idade M\u00e9dia, de organiza\u00e7\u00e3o a um tempo militar e religiosa, criadas pela nobreza feudal para levar a guerra aos hereges. Da Europa \u00e0 Terra Santa. Era isso a Ordem. Houve v\u00e1rias. Cavaleiros Templ\u00e1rios, Cristo, Avis, Santiago da Espada&#8230; Aguerridas, violentas, nobilitantes, olhos postos no c\u00e9u e nas armas. N\u00e3o h\u00e1 exagero em dizer que a nobreza de Portugal foi forjada na guerra. Eis a matriz da tradi\u00e7\u00e3o \u00e9pica brasileira, requentada ao rubro nos sert\u00f5es do Nordeste. Onde colhemos na mocidade os brados de guerra: \u201cBofetada? m\u00e3o na espada; bofet\u00e3o? sangue no ch\u00e3o!\u201d<\/p>\n<p>Na caatinga, a nossa Ordem do Canga\u00e7o desce do cavalo, de emprego nem sempre funcional naquele mar de espinhos de um verde desmaiado e toma por inimigo a combater n\u00e3o o herege, mas o litor\u00e2neo, permanentemente de costas para o interior, a brandir o ro\u00e7ado de cana-de-a\u00e7\u00facar sobre o curral de gado, na busca de todas as benesses do poder pol\u00edtico colonial, imperial e mesmo republicano. Vem da\u00ed a alian\u00e7a, quase simbiose, do coronel com o cangaceiro, ao inv\u00e9s da oposi\u00e7\u00e3o entre ambos, como pensaram os muitos int\u00e9rpretes em seus gabinetes nas academias, no af\u00e3 de chegar \u00e0 luta de classes que tudo explicava.<\/p>\n<p>J\u00e1 dissemos em livro que os chefes de canga\u00e7o mais bem sucedidos alongaram-se em coron\u00e9is sem terra, vivendo \u00e0 margem de disciplinas e de patr\u00f5es como estes. A espingarda substituindo a gleba como fonte de poder. Assim, um Cabeleira, um Lucas da Feira, um Jo\u00e3o Calangro, um Cirino Guabiraba, um Rio Preto, um Ant\u00f4nio Silvino, um Sinh\u00f4 Pereira, um Z\u00e9 Baiano, um Corisco, um Lampi\u00e3o.<\/p>\n<p>Prova disso \u00e9 que tratavam os coron\u00e9is de igual para igual, sem que implicasse quebra do respeito. De pot\u00eancia para pot\u00eancia. Choques epis\u00f3dicos, naturalmente.<\/p>\n<h2>Confrades da Ordem do Canga\u00e7o<\/h2>\n<p>As pr\u00e1ticas brutais, os confrades da Ordem do Canga\u00e7o n\u00e3o inventaram. Nasce das lutas pioneiras de franciscanos, jesu\u00edtas, beneditinos e carmelitas por todo o vale do S\u00e3o Francisco, ao longo dos s\u00e9culos inaugurais da coloniza\u00e7\u00e3o, a partir de 1503, no esfor\u00e7o desesperado de garantir o plantio ind\u00edgena contra a pata de boi brandida pelos vaqueiros da Casa da Torre, de Garcia d\u2019\u00c1vila, e da Casa da Ponte, de Guedes de Brito, empres\u00e1rios pecuaristas chegados ao Brasil em 1549, como integrantes da pequena nobreza aqui aportada com Tom\u00e9 de Souza, primeiro governador-geral do Brasil. O exterm\u00ednio das tribos e a \u201climpeza da terra\u201d vinham em seguida, como prova de merecimento para requerer da Coroa a doa\u00e7\u00e3o em sesmaria dos campos regados com o sangue ind\u00edgena. De quebra, alcan\u00e7avam o perd\u00e3o para os criminosos de sua guarda pessoal, desde que estes tivessem voltado o bacamarte contra o arco e a flecha. Uma coloniza\u00e7\u00e3o banhada em sangue. Da ch\u00e3 da caatinga aos p\u00e9s, dobras e pontas das serras.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 outro modo de explicar o \u00e9pico \u00e0 flor da pele que nos vem de tudo isso. A heran\u00e7a que Euclides da Cunha encerrou na frase: \u201cO Sert\u00e3o guarda, para todo o sempre perdidas, trag\u00e9dias espantosas\u201d. Como n\u00e3o h\u00e1 modo de ignorar que da\u00ed \u00e9 que brotou, e se conserva cada vez mais vivo, o equivalente brasileiro do romance de cavalaria medieval. Bem andou M\u00e1rio de Andrade quando fez publicar na revista \u201cNova\u201d, de S\u00e3o Paulo, nos idos de 1932, o \u201cRomanceiro de Lampi\u00e3o\u201d, valendo-se do pseud\u00f4nimo de Leoc\u00e1dio Pereira, reaproveitando o escrito no cl\u00e1ssico \u201cO baile das quatro artes\u201d, de 1943. Vindo de S\u00e3o Paulo, andara por aqui em 1928 e sentira que os registros jornal\u00edsticos de um canga\u00e7o ainda muito ativo \u00e0 \u00e9poca, mostravam s\u00f3 a epiderme do rio de seiva humana que corria no Nordeste profundo e informava os menestr\u00e9is do folheto de cordel. Um Leandro Gomes de Barros, um Francisco das Chagas Baptista, um Jo\u00e3o Martins de Athayde. A escrever, imprimir e vender na mesma banca de feira, ao mesmo leitor \u00e1vido de aventuras, a \u201cBatalha de Oliveiros e Ferrabraz\u201d ou \u201cAs l\u00e1grimas de Ant\u00f4nio Silvino por Tempestade\u201d. A epopeia de l\u00e1, que remonta ao ano de 778, nos Pireneus, conhecida no Brasil desde 1728, e o romance daqui, de 1909. A mesma for\u00e7a aliciante. \u201cEram doze cavaleiros; homens muito valorosos; destemidos, animosos; entre todos os guerreiros&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>Em meio a estudos, disserta\u00e7\u00f5es, teses, romances, novelas, dramaturgia, filmes, pinturas, artesanato e v\u00eddeos, contam-se aos milhares as produ\u00e7\u00f5es sobre o canga\u00e7o. Quem ignora que o longa-metragem brasileiro mais premiado de todos os tempos, com dois anos de perman\u00eancia em cinemas de Paris, foi \u201cO cangaceiro\u201d, de Lima Barreto, de 1953? Ou que a s\u00e9rie de 114 pinturas, gravuras e desenhos sobre o tema, deixada pelo nosso maior talento nos pinc\u00e9is, C\u00e2ndido Portinari, desdobrada entre os anos de 1951 e 1958, ocupa hoje a cabeceira de museus renomados mundo afora? Ou que os longas-metragens ideologizados de Glauber Rocha, \u201cDeus e o diabo na terra do sol\u201d, de 1964, e o \u201cDrag\u00e3o da maldade contra o santo guerreiro\u201d, de 1969, s\u00e3o debatidos nos dias que correm? Ou que a pe\u00e7a de teatro Lampi\u00e3o, de Rachel de Queiroz, de 1953, ganha a cena de vez em quando? E que os dois romances tem\u00e1ticos de Jos\u00e9 Lins do Rego, \u201cPedra bonita\u201d, de 1938, e \u201cCangaceiros\u201d, de 1953, ainda fascinam? E que, dentre os estrangeiros, fizeram sucesso os livros \u201cThe Bandit King: Lampi\u00e3o of Brazil\u201d, de Billy Jaynes Chandler, 1978, publicado no Texas, e \u201cLampi\u00e3o: Vies et Morts d\u2019un Bandit Br\u00e9silien\u201d, de \u00c9lise Grunspan-Jasmin, Paris, 2001?<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o em livros de interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 enorme e cresce a cada ano. \u00c9 de se imaginar a ang\u00fastia que se apossa do pesquisador de outra regi\u00e3o do Brasil ou do estrangeiro \u2013 e n\u00e3o s\u00e3o poucos &#8211; ao se aproximar desse caudal de subst\u00e2ncia \u00e9pica, bracejando em meio \u00e0 pluralidade de escritos e \u00e0 heterogeneidade inevit\u00e1vel de que se revestem. Pois bem, a\u00ed est\u00e1 o texto de uma primeira vis\u00e3o do tema em grande angular, expresso em alegoria, de par com os marcos da grandeza que este veio a tomar, no plano da representa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica. E h\u00e1 muito mais por a\u00ed, a exemplo da novela \u201cGuerreiros do sol\u201d, da Globoplay, roteiro de George Moura e S\u00e9rgio Goldenberg, inspirada em livro nosso desse t\u00edtulo, para a qual prestamos consultoria.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2880\" src=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/editora-CEPE-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/editora-CEPE-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/editora-CEPE-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/editora-CEPE.jpg 320w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><em><strong>Frederico Pernambucano de Mello \u00e9 autor dos magn\u00edficos livros sobre o fen\u00f4meno Canga\u00e7o no Nordeste, \u00a0\u201cGuerreiros do Sol\u201d; &#8220;A Guerra de Canudos&#8221;, sobre o movimento liderado por Ant\u00f4nio Conselheiro. Foto: Editora CEPE\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Fonte: jornal Estado de Minas<\/p>\n<p>Foto de Capa: Pedro Maia e Lauro Cabral, Lampi\u00e3o em Juazeiro do Norte, 1926<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O blog publica a seguir, artigo do historiador e pesquisador Frederico Pernambucano de Melo, veiculado em primeira m\u00e3o pelo jornal Estado de Minas. Trata-se de uma an\u00e1lise profunda sobre o canga\u00e7o, da\u00ed a import\u00e2ncia da sua dissemina\u00e7\u00e3o com grupos de estudos sobre canga\u00e7o. 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