{"id":2883,"date":"2025-08-05T07:58:06","date_gmt":"2025-08-05T10:58:06","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=2883"},"modified":"2025-08-05T07:58:06","modified_gmt":"2025-08-05T10:58:06","slug":"de-parahyba-a-joao-pessoa-a-historia-da-mudanca-do-nome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=2883","title":{"rendered":"De Parahyba a Jo\u00e3o Pessoa: a hist\u00f3ria da mudan\u00e7a do nome"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Jos\u00e9 Tavares<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria \u00e9 feita de nomes. E alguns nomes, ao inscreverem-se nas cidades, nos livros e nas mem\u00f3rias, encerram em si tanto o brilho das homenagens quanto as sombras das controv\u00e9rsias. Assim \u00e9 o caso de Jo\u00e3o Pessoa Cavalcanti de Albuquerque , que, morto em 1930 em circunst\u00e2ncias tr\u00e1gicas, passou a dar nome \u00e0 capital paraibana, num dos epis\u00f3dios mais simb\u00f3licos e dram\u00e1ticos da hist\u00f3ria pol\u00edtica do Brasil.<\/p>\n<p>A cidade que hoje carrega seu nome teve, desde sua funda\u00e7\u00e3o, m\u00faltiplas identidades: Cidade Real de Nossa Senhora das Neves, Filipeia, Frederikstad, Parahyba do Norte. Mas foi sob o peso do luto coletivo e da paix\u00e3o pol\u00edtica que ela se tornou Jo\u00e3o Pessoa, n\u00e3o apenas por lei, mas por clamor. Ainda assim, por tr\u00e1s da como\u00e7\u00e3o, houve tamb\u00e9m dissenso, cr\u00edtica e resist\u00eancia \u2014 vozes que, embora abafadas na torrente da rever\u00eancia, nunca deixaram de existir.<\/p>\n<p>No final da tarde de 26 de julho de 1930, o ent\u00e3o presidente da Para\u00edba, Jo\u00e3o Pessoa, foi assassinado com tr\u00eas tiros \u00e0 queima-roupa na Confeitaria Gl\u00f3ria, no Recife. O autor, Jo\u00e3o Dantas, advogado e advers\u00e1rio pol\u00edtico, alegou ter sido levado ao limite por persegui\u00e7\u00f5es do governo \u00e0 sua familia, inclusive sequestro de seu irm\u00e3o, invas\u00e3o ao seu apartamento e \u00a0publica\u00e7\u00e3o de cartas confidenciais no jornal oficial do Estado.<\/p>\n<p>O crime causou como\u00e7\u00e3o nacional e precipitou os acontecimentos da Revolu\u00e7\u00e3o de 1930. A imagem de Jo\u00e3o Pessoa foi rapidamente elevada \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de m\u00e1rtir da Rep\u00fablica. Mas seu assassinato tamb\u00e9m acendeu um inc\u00eandio moral e pol\u00edtico que consumiu reputa\u00e7\u00f5es, provocou persegui\u00e7\u00f5es sum\u00e1rias e levou \u00e0 f\u00faria incontida dos seus partid\u00e1rios \u2014 um verdadeiro surto de fanatismo c\u00edvico que atingiu especialmente a Para\u00edba.<\/p>\n<p>Poucos dias depois do atentado, o bacharel Am\u00e9rico Falc\u00e3o, que se encontava no Rio de Janeiro, \u00a0reagiu \u00e0 decis\u00e3o dos seus coestaduanos \u00a0de rebatizar a Pra\u00e7a Comendador Felizardo Leite, localizada no cora\u00e7\u00e3o da capital paraibana,\u00a0 \u00a0com o nome de Jo\u00e3o Pessoa. Achou a homenagem modesta demais diante da grandeza que foi o falecido. Em carta publicada no jornal\u00a0<em>A Uni\u00e3o<\/em>, em 3 de agosto de 1930, prop\u00f4s uma ideia mais pousadas:<\/p>\n<p><em>\u201cPenso, que esta homenagem ainda n\u00e3o significa o nosso afeto, a grandeza do nosso eterno reconhecimento. \u00c9 preciso mais um passo adiante. Conservemos o nome do velho e illustre paraibano Comendador Felizardo, e fa\u00e7amos o seguinte: \u2013 Mudemos o nome de nossa capital, para Jo\u00e3o Pessoa, ficando assim: \u201cParahyba, capital Jo\u00e3o Pessoa.\u201d<\/em><\/p>\n<h2>Despertar de um movimento c\u00edvico<\/h2>\n<p>A sugest\u00e3o encontrou eco imediato e foi o ponto de partida para um dos mais emocionantes movimentos c\u00edvicos da hist\u00f3ria da Para\u00edba.<\/p>\n<p>Coube ao c\u00f4nego Mathias Freire transformar aquela proposta em um clamor popular. Com apoio das senhoras da elite da capital, Freire liderou passeatas, com\u00edcios, abaixo-assinados e articula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. O povo se mobilizou: bandeiras negras nas sacadas, retratos em molduras douradas, luto convertido em rever\u00eancia.<\/p>\n<p>No dia 1\u00ba de setembro, uma multid\u00e3o ocupou o Teatro Santa Rosa, onde funcionava provisoriamente \u00a0a Assembleia Legislativa. O c\u00f4nego discursou diante dos deputados com veem\u00eancia e emo\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><em>\u201cViemos dizer isso ao Poder Legislativo porque este poder \u00e9 nosso. Queremos um projeto de lei que mude o nome de nossa capital para Jo\u00e3o Pessoa!\u201d<\/em><\/p>\n<p>A proposta foi acolhida por unanimidade. O Projeto n\u00ba 4, de autoria do deputado Generino Maciel, passou a toque de caixa pelas tr\u00eas vota\u00e7\u00f5es exigidas pela Constitui\u00e7\u00e3o Estadual. Tr\u00eas dias depois, foi sancionada a lei.<\/p>\n<p>Abaixo, o trecho central do dispositivo legal que oficializou a nova denomina\u00e7\u00e3o da capital:<\/p>\n<p><em>Lei n.\u00ba 700, de 4 de setembro de 1930<\/em><\/p>\n<p><em>O Presidente do Estado da Para\u00edba:<\/em><\/p>\n<p><em>Fa\u00e7o saber que o Poder Legislativo decretou e eu sanciono a seguinte lei:<\/em><\/p>\n<p><em>Art. 1.\u00ba \u2014 A capital do Estado da Para\u00edba passar\u00e1 a denominar-se Jo\u00e3o Pessoa.<\/em><\/p>\n<p><em>Art. 2.\u00ba \u2014 Revogam-se as disposi\u00e7\u00f5es em contr\u00e1rio.<\/em><\/p>\n<p>Se o luto uniu multid\u00f5es, tamb\u00e9m silenciou cr\u00edticas. Para seus opositores, Jo\u00e3o Pessoa era um pol\u00edtico austero at\u00e9 a inflexibilidade, extremamente \u00a0autorit\u00e1rio, com tra\u00e7os de moralismo intransigente. Seus advers\u00e1rios \u2014 entre eles o ex-presidente estadual Jo\u00e3o Suassuna, o deputado coronel Jos\u00e9 Pereira Lima, e in\u00fameros parlamentares dissidentes \u2014 acusavam-no de usar o aparelho estatal para perseguir, isolar e humilhar desafetos.<\/p>\n<p>O futuro economista Celso Furtado, nascido em Pombal, aos 10 anos de idade, morava na capital paraibana quando o crime abalou o Pa\u00eds. O atentado aconteceu exatamente no dia do seu anivers\u00e1rio, em 26 de julho de 1930, e a como\u00e7\u00e3o deixou marcas profundas em sua mem\u00f3ria infantil. D\u00e9cadas depois, ele recordaria, com espanto e cr\u00edtica, o que testemunhou naquele dia:<\/p>\n<p><em>\u201cA Para\u00edba mergulhou numa como\u00e7\u00e3o hist\u00e9rica. Era como se todos os advers\u00e1rios de Jo\u00e3o Pessoa tivessem que pagar pela sua morte. O culto \u00e0 sua figura virou uma esp\u00e9cie de religi\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Mesmo Jo\u00e3o Suassuna, inocente do crime, foi linchado moralmente. Assassinado \u00a0dois meses depois no Rio de Janeiro, deixou carta \u00e0 esposa afirmando:<\/p>\n<p><em>\u201cSe desaparecer tamb\u00e9m, e n\u00e3o nos virmos mais neste mundo de tristeza e dores pungentes, poder\u00e1s assegurar aos nossos filhos que sou inocente da morte de Jo\u00e3o Pessoa.\u201d<\/em><\/p>\n<p>A cidade, que desde 1654 era chamada Parahyba do Norte, tornava-se oficialmente Jo\u00e3o Pessoa. Era mais do que homenagem: era a funda\u00e7\u00e3o de um s\u00edmbolo pol\u00edtico, um voto hist\u00f3rico, uma consagra\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m era \u2014 e continua sendo \u2014 uma cidade marcada por tens\u00f5es: entre mem\u00f3ria e hist\u00f3ria, entre mito e realidade, entre o culto e o conflito<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Pessoa Cavalcanti de Albuquerque teve uma carreira pol\u00edtica breve, iniciada em 22 de outubro de 1928 e interrompida tragicamente em 26 de julho de 1930. Sua curta trajet\u00f3ria pol\u00edtica, deixou marcas profundas \u2014 celebradas por uns, contestadas por outros.<\/p>\n<p>Ao receber o seu nome, a cidade passou a carregar o peso de uma como\u00e7\u00e3o e a complexidade de um legado. Jo\u00e3o Pessoa n\u00e3o \u00e9 apenas um nome geogr\u00e1fico \u2014 \u00e9 um campo de for\u00e7as entre o mito e o homem, entre a dor e a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Porque h\u00e1 nomes que n\u00e3o apenas identificam. Inflamam.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2884\" src=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Aze-Tavares-300x197.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"197\" srcset=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Aze-Tavares-300x197.jpeg 300w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Aze-Tavares.jpeg 670w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><em><strong>Jos\u00e9 Tavares \u00e9 escritor e pesquisador<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Foto de capa: Ant\u00f4nio David<\/p>\n<p>Com Liberdadepb.com.br<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Tavares A hist\u00f3ria \u00e9 feita de nomes. E alguns nomes, ao inscreverem-se nas cidades, nos livros e nas mem\u00f3rias, encerram em si tanto o brilho das homenagens quanto as sombras das controv\u00e9rsias. 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