{"id":3039,"date":"2025-11-03T08:38:58","date_gmt":"2025-11-03T11:38:58","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3039"},"modified":"2025-11-03T08:38:58","modified_gmt":"2025-11-03T11:38:58","slug":"resenha-do-poema-apenas-uma-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3039","title":{"rendered":"Resenha do poema \u201cApenas uma Mulher\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>\u00a0*\u00a0 por Jerdivan N\u00f3brega de Araujo<\/strong><\/em><\/p>\n<h2><strong>\u201capenas uma mulher&#8221;<\/strong><\/h2>\n<p><em><strong>Beatriz Tavares<\/strong><\/em><\/p>\n<p>eu te amo como apenas uma mulher sabe amar<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>do nascer do sol na praia<\/p>\n<p>ao p\u00f4r do sol no jacar\u00e9<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>no devir perene<\/p>\n<p>na sombra<\/p>\n<p>e no beco escuro<\/p>\n<p>entre a cacha\u00e7aria e o samba<\/p>\n<p>nos transformando em lenda urbana<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>na madrugada<\/p>\n<p>ouvindo j4mpa<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cj\u00e1 era tarde, amor<\/p>\n<p>ningu\u00e9m mais sabe\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ningu\u00e9m mais sabe<\/p>\n<p>que do p\u00f4r do sol no jacar\u00e9<\/p>\n<p>ao nascer do sol na praia<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>eu amo como apenas uma mulher pode amar\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os versos de \u201capenas uma mulher\u201d, da poeta paraibana Beatriz Tavares, comp\u00f5em um hino potente e visceral que explora a profundidade de um amor a partir de uma perspectiva feminina singular. O poema integra o livro \u201cQuintal\u201d, seu primeiro trabalho liter\u00e1rio publicado pela Editora Urutau (2025, p. 83).<\/p>\n<p>Mais do que um simples sentimento, o amor aqui apresentado \u00e9 uma for\u00e7a c\u00f3smica e terrena, uma experi\u00eancia que permeia desde os ciclos naturais at\u00e9 os recantos mais sombrios e vibrantes da exist\u00eancia urbana e humana.<\/p>\n<p>Beatriz Tavares estrutura o poema como uma moldura, iniciando e finalizando com a afirma\u00e7\u00e3o central: <em>\u201ceu te amo como apenas uma mulher sabe\/pode amar\u201d.<\/em> Esta repeti\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um mero recurso estil\u00edstico, mas a afirma\u00e7\u00e3o solene de uma verdade inegoci\u00e1vel. \u00c9 uma declara\u00e7\u00e3o de autoconhecimento e de reconhecimento de um modo de amar que \u00e9 pr\u00f3prio, intenso e incompar\u00e1vel, enraizado na condi\u00e7\u00e3o feminina.<\/p>\n<p>A poeta constr\u00f3i uma geografia afetiva precisa entre dois pontos opostos e complementares: <em>\u201co nascer do sol na praia\u201d e<\/em> <em>\u201co p\u00f4r do sol no jacar\u00e9\u201d.<\/em> A praia evoca um come\u00e7o, pureza, a vastid\u00e3o. O Jacar\u00e9, famoso ponto tur\u00edstico de Jo\u00e3o Pessoa, representa a contempla\u00e7\u00e3o, o fim de um ciclo, uma beleza melanc\u00f3lica. Entre esses dois polos, o amor se move no \u201cdevir perene\u201d \u2013 um estado de constante transforma\u00e7\u00e3o e eternidade.<\/p>\n<p>No entanto, \u00e9 nos interst\u00edcios da cidade que esse amor ganha sua textura mais crua. O trecho \u201cno devir perene \/ na sombra \/ e no beco escuro\u201d fala de uma transforma\u00e7\u00e3o constante que acontece nas margens, nos espa\u00e7os n\u00e3o iluminados pelo olhar convencional da sociedade. Esta refer\u00eancia ganha contornos concretos na geografia pessoense: o beco que abriga a Cacha\u00e7aria Filipeia, caminho que liga o \u201c<em>Sabadinho Bom<\/em>\u201d e os bares da rua General Os\u00f3rio, simboliza essa periferia tanto geogr\u00e1fica quanto social. \u00c9 na boemia e na cultura popular que a narrativa se enra\u00edza.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais: o verso <em>\u201centre a cacha\u00e7aria e o samba\u201d<\/em> situa a narrativa em elementos fundamentais da cultura brasileira. A cacha\u00e7aria \u00e9 o bar, o local de socializa\u00e7\u00e3o, de confiss\u00f5es e, por vezes, de fuga. O samba \u00e9 a trilha sonora da resist\u00eancia, da alegria e da mem\u00f3ria popular. \u00c9 no cruzamento simb\u00f3lico entre a pot\u00eancia da dor (a cacha\u00e7a como anest\u00e9sico) e a for\u00e7a redentora da arte (o samba como cura e celebra\u00e7\u00e3o) que o amor do poema se forja e se transforma em \u201clenda urbana\u201d. \u00c9 um amor que n\u00e3o teme a marginalidade, que se faz noturno e, por isso, lend\u00e1rio.<\/p>\n<p>O cl\u00edmax emocional do poema chega com a madrugada, ouvindo J4MPA (uma refer\u00eancia \u00e0 m\u00fasica \u201cJ\u00e1 Era Tarde\u201d, da banda paraibana Jamb\u00f4). A letra da m\u00fasica ecoa no poema como um lamento: \u201cj\u00e1 era tarde, amor \/ ningu\u00e9m mais sabe\u201d.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o momento da virada. A certeza inicial d\u00e1 lugar a uma d\u00favida existencial. A repeti\u00e7\u00e3o de <em>\u201cningu\u00e9m mais sabe\u201d <\/em>ganha um peso solit\u00e1rio e profundo. \u00c9 como se a grandeza desse amor, que os transformou em lenda, tamb\u00e9m a isolasse em uma bolha de incompreens\u00e3o. A voz po\u00e9tica percebe que o mundo exterior n\u00e3o consegue decifrar a dimens\u00e3o do que ela vive; o segredo que antes era um poder compartilhado, agora se revela tamb\u00e9m como uma solid\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3041\" src=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ilustracao-225x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ilustracao-225x300.jpeg 225w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ilustracao-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ilustracao-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ilustracao.jpeg 1200w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/p>\n<p>Apesar da sombra da melancolia, a estrutura circular do poema \u00e9 um fechamento potente. A repeti\u00e7\u00e3o da afirma\u00e7\u00e3o final, agora com o verbo no presente do indicativo (\u201cpode amar\u201d), \u00e9 um ato de resist\u00eancia. N\u00e3o importa se \u201cningu\u00e9m mais sabe\u201d; a verdade \u00edntima e poderosa do amor permanece inabal\u00e1vel. A mulher que ama reafirma seu poder e sua maneira \u00fanica de existir no e pelo amor, completando o ciclo que vai \u201c<em>do p\u00f4r do sol no jacar\u00e9 ao nascer do sol na praia<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>O poema \u201capenas uma mulher\u201d \u00e9 uma obra de rara beleza e for\u00e7a. Beatriz Tavares consegue, com uma linguagem ao mesmo tempo simples e carregada de simbolismo, capturar a complexidade de um amor que \u00e9 eterno e ef\u00eamero, p\u00fablico e secreto, natural e lend\u00e1rio. O poema celebra a resist\u00eancia do afeto nas frestas do mundo e coroa a experi\u00eancia feminina do amor como uma for\u00e7a capaz de criar suas pr\u00f3prias cartografias, seus pr\u00f3prios mitos e sua eternidade pr\u00f3pria.<\/p>\n<p><em>*O poema integra o livro \u201cQuintal\u201d, primeiro trabalho liter\u00e1rio de Beatriz Tavares publicado pela Editora Urutau (2025, p. 83).<\/em><\/p>\n<p>Foto de Capa: Beatriz Tavares<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0*\u00a0 por Jerdivan N\u00f3brega de Araujo \u201capenas uma mulher&#8221; Beatriz Tavares eu te amo como apenas uma mulher sabe amar &nbsp; do nascer do sol na praia ao p\u00f4r do sol no jacar\u00e9 &nbsp; no devir perene na sombra e no beco escuro entre a cacha\u00e7aria e o samba nos transformando em lenda urbana &nbsp; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3040,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-3039","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.6 - 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