{"id":3112,"date":"2025-12-01T12:03:27","date_gmt":"2025-12-01T15:03:27","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3112"},"modified":"2025-12-01T12:03:27","modified_gmt":"2025-12-01T15:03:27","slug":"entre-a-fumaca-e-a-batida-do-reggae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3112","title":{"rendered":"Entre a Fuma\u00e7a e a Batida do Reggae"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Jos\u00e9 Tavares de Ara\u00fajo Neto<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Eu conheci o reggae em 1978, rec\u00e9m-chegado \u00e0 Escola de Agronomia do Nordeste, na hist\u00f3rica cidade de Areia. Morava nos alojamentos da pr\u00f3pria escola, enquanto os gringos, como cham\u00e1vamos os colegas caribenhos, viviam espalhados por rep\u00fablicas improvisadas. Eram figuras ensolaradas, cheias de sotaques misturados e discos raros que pareciam carregar outros mundos.<\/p>\n<p>Curioso \u00e9 que, antes de Areia, eu j\u00e1 tinha ouvido aquele som sem nome. Nas noites da Associa\u00e7\u00e3o dos Estudantes Universit\u00e1rios de Pombal, o toca-discos \u00e0s vezes soltava uma batida diferente, uma guitarra arrastada, uma pulsa\u00e7\u00e3o que mexia com o corpo sem pedir licen\u00e7a.<\/p>\n<p>Eu achava bonito e estranho, mas n\u00e3o sabia que aquilo se chamava reggae. Era apenas um sopro misterioso entre uma MPB e outra.<\/p>\n<p>Foi em Areia que as pe\u00e7as se encaixaram. Uma noite, conversando no alojamento com meu companheiro Edvaldo, de Ing\u00e1, o Delegado, confessei que nunca tinha visto maconha na vida. Ele ficou incr\u00e9dulo, riu, co\u00e7ou o queixo e decidiu que aquele desconhecimento precisava ser resolvido. E, em tom quase oficial, me intimou a conhecer a erva.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3114\" src=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/reggae-music-300x171.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"171\" srcset=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/reggae-music-300x171.jpg 300w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/reggae-music.jpg 700w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>E l\u00e1 fomos n\u00f3s subir o morro em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade. Delegado me levou a uma das rep\u00fablicas dos gringos. As ruas de Areia estavam frias e silenciosas, e seguimos como quem vai decifrar um segredo ancestral.<\/p>\n<p>Ao abrir a porta da rep\u00fablica, fomos recepcionados pelos simp\u00e1ticos republicanos. O cheiro forte, adocicado, quase vegetal, tomou conta de mim.<\/p>\n<p>A sala estava em penumbra, a fuma\u00e7a desenhava arabescos no ar e a vitrola explodia um reggae profundo, vibrante, querendo derrubar as paredes.<\/p>\n<p>Apesar da m\u00fasica em alto volume, havia ali um sil\u00eancio interior, uma suspens\u00e3o do mundo, como se tudo respirasse no mesmo compasso do grave.<\/p>\n<p>Foi naquele instante, espesso de fuma\u00e7a e batida, que entendi enfim o nome e a alma daquele som que j\u00e1 rondava minha juventude.<\/p>\n<p>A batida carregava rastros da \u00c1frica que atravessou o Atl\u00e2ntico, do Rastaf\u00e1ri que transformou a Eti\u00f3pia em destino espiritual, da resist\u00eancia que encontrou na m\u00fasica uma forma de existir.<\/p>\n<p>Depois soube que o reggae chegou ao Brasil pelas ondas de r\u00e1dio, pelos marinheiros, pelos discos clandestinos, e que encontrou no Maranh\u00e3o o seu grande terreiro. S\u00e3o Lu\u00eds fez o imposs\u00edvel: virou Jamaica Brasileira. No resto do pa\u00eds, Bob Marley, Peter Tosh e Jimmy Cliff abriam caminhos.<\/p>\n<p>Jimmy, ali\u00e1s, fez morada afetiva no Brasil, cantou com Gilberto Gil, circulou por Salvador, gravou no nosso idioma e misturou sua ilha ao nosso litoral. Por aqui, Edson Gomes abriu veredas. Gil fundiu o ritmo \u00e0 alma da MPB. Vieram depois Cidade Negra, Natiruts e tantos outros, at\u00e9 o reggae se integrar ao cora\u00e7\u00e3o sonoro do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas comigo tudo come\u00e7ou ali, naquela rep\u00fablica esfuma\u00e7ada, cercado de risadas caribenhas e curiosidade estudantil, ouvindo aquele grave que parecia pulsar dentro da gente.<\/p>\n<p>E a vida, que adora fechar seus c\u00edrculos, me devolveu a cena muitos anos depois.<\/p>\n<p>Em setembro de 2025, na festa de reencontro dos ex-alunos da Escola de Agronomia de Areia, encontrei novamente o querido amigo Delegado.<\/p>\n<p>Conversamos como quem abre um ba\u00fa antigo. Rimos das velhas travessuras, recuperamos epis\u00f3dios do tempo de estudante e percebemos que certas hist\u00f3rias marcam a vida de forma indel\u00e9vel.<\/p>\n<p>Era o mesmo companheiro que me levou \u00e0 rep\u00fablica dos gringos e me apresentou, de uma s\u00f3 vez, \u00e0 maconha e ao reggae.<\/p>\n<p>A vida gira como um velho LP. Sempre volta \u00e0 mesma m\u00fasica, s\u00f3 que tocada com outra maturidade no cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p># <em><strong>Jos\u00e9 Tavares \u00e9 pesquisador e historiador do Canga\u00e7o<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Tavares de Ara\u00fajo Neto Eu conheci o reggae em 1978, rec\u00e9m-chegado \u00e0 Escola de Agronomia do Nordeste, na hist\u00f3rica cidade de Areia. Morava nos alojamentos da pr\u00f3pria escola, enquanto os gringos, como cham\u00e1vamos os colegas caribenhos, viviam espalhados por rep\u00fablicas improvisadas. 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