{"id":3136,"date":"2025-12-09T08:23:51","date_gmt":"2025-12-09T11:23:51","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3136"},"modified":"2025-12-09T08:23:51","modified_gmt":"2025-12-09T11:23:51","slug":"as-colunas-da-hora-de-fortaleza-e-pombal-ecos-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3136","title":{"rendered":"As Colunas da Hora de Fortaleza e Pombal, Ecos da Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Jos\u00e9 Tavares de Ara\u00fajo Neto<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A Coluna da Hora de Fortaleza, erguida em 1933 na Pra\u00e7a do Ferreira, e a Coluna da Hora de Pombal, constru\u00edda em 1940, s\u00e3o irm\u00e3s de concreto, rel\u00f3gio e inten\u00e7\u00e3o. Ambas nasceram para organizar o tempo urbano e, ao mesmo tempo, para afirmar um gesto de modernidade. Seus destinos, no entanto, foram diferentes. Uma tombou diante das picaretas da pressa; a outra permanece firme, guardando o pulsar da cidade que a adotou como s\u00edmbolo.<\/p>\n<p>Naquele tempo, a Pra\u00e7a do Ferreira fervilhava como o cora\u00e7\u00e3o da capital cearense. O jovem prefeito Raimundo Gir\u00e3o, com 33 anos, inaugurava um monumento ousado, uma torre de treze metros, em estilo Art D\u00e9co, com quatro mostradores de um rel\u00f3gio importado dos Estados Unidos. A chegada da meia-noite de 31 de dezembro de 1933 foi celebrada com banda, discursos e transmiss\u00e3o ao vivo pelo r\u00e1dio. Nascia ali o Rel\u00f3gio da Cidade. A coluna, s\u00f3lida em concreto armado, tornava-se farol urbano, ponto de encontro e marco da mem\u00f3ria afetiva dos fortalezenses.<\/p>\n<p>As d\u00e9cadas passaram. A sujeira, o abandono e uma pol\u00eamica reforma da pra\u00e7a criaram o cen\u00e1rio perfeito para um gesto que, ainda hoje, causa espanto. Em 6 de julho de 1967, oper\u00e1rios cercaram a Coluna da Hora. Autoridades discursaram e, \u00e0s nove da manh\u00e3, o povo viu cair ao ch\u00e3o o monumento que durante 34 anos marcara a vida da cidade. O mais doloroso talvez n\u00e3o tenha sido o ato em si, mas a justificativa. Disseram que a coluna perdera fun\u00e7\u00e3o, que era parte de um provincianismo fora de moda.<\/p>\n<p>A ironia hist\u00f3rica \u00e9 que tais palavras foram ditas pelo pr\u00f3prio Raimundo Gir\u00e3o, o mesmo que a inaugurara em 1933. O rel\u00f3gio que antes anunciara novos tempos foi reduzido a entulho. A pra\u00e7a ficou, no dizer de muitos, sem alma. D\u00e9cadas depois, uma r\u00e9plica foi instalada, mas o monumento original, que guardava as mem\u00f3rias dos passos, dos encontros e das saudades, se perdeu para sempre. A antiga coluna deu lugar a outra incapaz de refletir a impon\u00eancia da original.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3138\" src=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/coluna-f2-240x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/coluna-f2-240x300.jpeg 240w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/coluna-f2.jpeg 576w\" sizes=\"(max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Coluna da Hora, em Fortaleza<\/p>\n<p>Em 1949, enquanto Fortaleza avan\u00e7ava rumo \u00e0s reformas modernistas, no sert\u00e3o da Para\u00edba outra hist\u00f3ria se desenhava. O prefeito Francisco de S\u00e1 Cavalcante, decidido a transformar a paisagem urbana de Pombal, encarou o desafio de embelezar uma \u00e1rea poeirenta no tempo de seca e alagadi\u00e7a no per\u00edodo chuvoso, localizada no cora\u00e7\u00e3o da cidade. Criou duas pra\u00e7as, Get\u00falio Vargas e Bar\u00e3o do Rio Branco, e, inspirado na capital cearense, mandou erguer uma torre id\u00eantica \u00e0 existente na Pra\u00e7a do Ferreira.<\/p>\n<p>Erguida nos mesmos moldes e propor\u00e7\u00f5es da Coluna da Hora de Fortaleza, a de Pombal manteve viva a est\u00e9tica da torre que encantara o prefeito S\u00e1 Cavalcante em suas viagens \u00e0 capital cearense.<\/p>\n<p>N\u00e3o era imita\u00e7\u00e3o. Era homenagem. S\u00e1 Cavalcante, comerciante viajado a Fortaleza, encantara-se com a Coluna da Hora e viu nela um s\u00edmbolo de progresso e identidade. A torre, tal qual a original, receberia um rel\u00f3gio carrilh\u00e3o alem\u00e3o de quatro faces, capaz de cantar as horas com o toque met\u00e1lico que ecoa at\u00e9 hoje pela cidade. Sua constru\u00e7\u00e3o foi minuciosa e at\u00e9 demandou autoriza\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional para a importa\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Curiosamente, a primeira vers\u00e3o da torre foi demolida ainda inacabada, n\u00e3o por descaso, mas por capricho est\u00e9tico do prefeito. Ele queria melhor harmonia com o conjunto urbano. Reconstruiu-a na Pra\u00e7a Presidente Get\u00falio Vargas e, desde ent\u00e3o, ela se tornou presen\u00e7a cotidiana na vida dos pombalenses.<\/p>\n<p>\u00c9 aqui que as hist\u00f3rias se encontram de forma mais comovente.<\/p>\n<p>Fortaleza perdeu sua coluna. Pombal preservou a sua. Quando oper\u00e1rios derrubavam a Coluna da Hora de Fortaleza em 1967, a de Pombal permanecia firme, guardando o estilo, o encanto e a fun\u00e7\u00e3o daquela que lhe servira de inspira\u00e7\u00e3o. O que desapareceu na capital cearense continua vivo no sert\u00e3o paraibano. \u00c9 como se o tempo, que tanta vez derruba, ali tivesse resolvido conservar.<\/p>\n<p>A Coluna da Hora de Pombal n\u00e3o \u00e9 apenas um rel\u00f3gio. \u00c9 testemunha. Testemunha das prociss\u00f5es, dos passos apressados, das conversas de fim de tarde, das cheias do Pianc\u00f3 que moldaram gera\u00e7\u00f5es. Testemunha de uma cidade que respeita sua mem\u00f3ria e que, em 2011, a elegeu uma das Sete Maravilhas de Pombal ao lado de seus templos, pra\u00e7as e rios sagrados.<\/p>\n<p>J\u00e1 a de Fortaleza, reconstitu\u00edda, n\u00e3o devolve ao povo o que se perdeu, que \u00e9 o objeto hist\u00f3rico, a mat\u00e9ria viva do tempo.<\/p>\n<p>Falar dessas duas colunas \u00e9 falar de escolhas. Fortaleza escolheu demolir. Pombal escolheu conservar. E a conserva\u00e7\u00e3o, nesse caso, \u00e9 mais do que gesto administrativo; \u00e9 gesto de amor \u00e0 pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A Coluna da Hora de Pombal segue erguida, teimosa, bela, marcando as horas e o pertencimento. \u00c9 a irm\u00e3 que sobreviveu. \u00c9 a guardi\u00e3 de duas mem\u00f3rias: a de uma cidade que preserva e a de outra que aprendeu tarde demais o valor do que destruiu.<\/p>\n<p>Enquanto os ponteiros giram, Pombal continua celebrando aquilo que Fortaleza s\u00f3 pode recordar. O tempo passa, mas, em certos lugares, a hist\u00f3ria permanece.<\/p>\n<p># Jos\u00e9 Tavares \u00e9 escritor e pesquisador pombalense.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Tavares de Ara\u00fajo Neto A Coluna da Hora de Fortaleza, erguida em 1933 na Pra\u00e7a do Ferreira, e a Coluna da Hora de Pombal, constru\u00edda em 1940, s\u00e3o irm\u00e3s de concreto, rel\u00f3gio e inten\u00e7\u00e3o. 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