{"id":3420,"date":"2026-03-13T12:30:30","date_gmt":"2026-03-13T15:30:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3420"},"modified":"2026-03-13T12:30:30","modified_gmt":"2026-03-13T15:30:30","slug":"cem-anos-da-passagem-da-coluna-prestes-a-tragedia-de-pianco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3420","title":{"rendered":"Cem Anos da Passagem da Coluna Prestes: A\u00a0 Trag\u00e9dia de Pianc\u00f3"},"content":{"rendered":"<p><strong>Cem Anos da Passagem da Coluna Prestes: A\u00a0 Trag\u00e9dia de Pianc\u00f3 e a Guerra de Narrativas entre o Padre Manuel Otaviano e o Tenente Manuel Arruda<\/strong><\/p>\n<p>J<em><strong>ose Tavares de Ara\u00fajo Neto<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A Trag\u00e9dia de Pianc\u00f3, no Estado da Para\u00edba, constitui um dos epis\u00f3dios mais dram\u00e1ticos da passagem da Coluna Prestes pelo sert\u00e3o nordestino. O confronto ocorreu em 9 de fevereiro de 1926, quando for\u00e7as da coluna revolucion\u00e1ria enfrentaram um pequeno contingente de policiais e civis que defendiam a ent\u00e3o cidade de Pianc\u00f3. A resist\u00eancia local organizou-se em torno de lideran\u00e7as pol\u00edticas da localidade, destacando-se a figura do deputado estadual e sacerdote Aristides Ferreira da Cruz.<\/p>\n<p>O combate terminou com a derrota dos defensores e com a morte de v\u00e1rios deles, incluindo o pr\u00f3prio padre Aristides Ferreira, epis\u00f3dio que marcou profundamente a mem\u00f3ria hist\u00f3rica da regi\u00e3o. As perdas da defesa de Pianc\u00f3 foram registradas oficialmente pelo ent\u00e3o presidente do Estado da Para\u00edba, Jo\u00e3o Suassuna, em mensagem dirigida \u00e0 Assembleia Legislativa, na qual afirmou:<\/p>\n<p>\u201cNossas baixas deram-se somente naquela vila (Pianc\u00f3), onde perdemos duas pra\u00e7as, ficamos com tr\u00eas feridos, um dos quais gravemente, e tivemos vinte e tr\u00eas civis massacrados, quase todos depois de presos. Foi uma chacina fria e covardemente praticada, certamente, como repres\u00e1lia dos preju\u00edzos que os nossos infligiram aos atacantes.\u201d<\/p>\n<p>Entre os mortos encontravam-se algumas das principais lideran\u00e7as civis da cidade e diversos participantes da resist\u00eancia local. Segundo listas apresentadas por historiadores como Praxedes Pitanga, Manuel Otaviano e Francinaldo Loureiro Lopes, foram mortos, al\u00e9m do padre Aristides Ferreira da Cruz, o prefeito Jo\u00e3o Lacerda Moreira de Oliveira e seu filho Osvaldo Lacerda Moreira de Oliveira, os seguintes defensores: Jos\u00e9 Ferreira da Cruz, Host\u00edlio T\u00falio Gambarra, Joaquim Ferreira da Silva, Ant\u00f4nio Leopoldo, Jos\u00e9 Louren\u00e7o, Jo\u00e3o Louren\u00e7o, Jovino Raimundo (Quel\u00e9), Rufino Soares, Eloy Severino Leite, Joaquim Severino Leite, Manuel Severino Leite, Jos\u00e9 Severino Leite, Ant\u00f4nio Crist\u00f3v\u00e3o, Manuel Clementino de Sousa, Ant\u00f4nio Clementino de Sousa, Jo\u00e3o Ferreira, Ant\u00f4nio Cust\u00f3dio, Severino Rocha da Silva, Severino Guarabira e Vicente Moror\u00f3.<\/p>\n<p>D\u00e9cadas depois, a tentativa de registrar e interpretar historicamente os acontecimentos daria origem a uma controv\u00e9rsia historiogr\u00e1fica envolvendo o padre e escritor Manuel Otaviano, que \u00e0 \u00e9poca da trag\u00e9dia era p\u00e1roco da cidade, e o ent\u00e3o deputado estadual Manuel Arruda de Assis.<\/p>\n<p>Segundo a narrativa de Manuel Otaviano, a entrada da Coluna Prestes em Pianc\u00f3 ocorreu pela estrada que conduzia \u00e0 vila ap\u00f3s a passagem pelas localidades vizinhas. Na manh\u00e3 de 9 de fevereiro de 1926, a vanguarda revolucion\u00e1ria aproximou-se da cidade descendo a ladeira que dava acesso \u00e0 rua principal. \u00c0 frente avan\u00e7ava um oficial montado a cavalo, acompanhado por alguns soldados, aparentemente sem esperar resist\u00eancia imediata, pois se acreditava que a vila permitiria a passagem da coluna.<\/p>\n<p>O confronto come\u00e7ou quando os defensores, posicionados em pontos estrat\u00e9gicos da vila, abriram fogo contra a vanguarda revolucion\u00e1ria, desencadeando o combate que rapidamente se generalizou pelas ruas de Pianc\u00f3.<\/p>\n<p>A pol\u00eamica teve in\u00edcio com a publica\u00e7\u00e3o, em 1954, do livro Os M\u00e1rtires de Pianc\u00f3, no qual Manuel Otaviano procurou reconstruir os acontecimentos da invas\u00e3o da cidade pela Coluna Prestes e os epis\u00f3dios que culminaram na morte dos defensores. A obra apresentava uma narrativa de car\u00e1ter hist\u00f3rico e memorial\u00edstico, baseada em depoimentos de sobreviventes e na tradi\u00e7\u00e3o oral da regi\u00e3o, destacando o hero\u00edsmo da resist\u00eancia piancoense e denunciando a viol\u00eancia ocorrida ap\u00f3s a tomada da cidade.<\/p>\n<p>Entretanto, diversos pontos da narrativa foram contestados por Manuel Arruda de Assis, que havia participado diretamente da defesa da cidade na condi\u00e7\u00e3o de sargento da pol\u00edcia. Inconformado com algumas passagens do livro, Arruda levou a discuss\u00e3o \u00e0 tribuna da Assembleia Legislativa da Para\u00edba e tamb\u00e9m \u00e0 imprensa estadual, afirmando que sua inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o era atuar como cr\u00edtico liter\u00e1rio, mas retificar fatos hist\u00f3ricos que, segundo ele, haviam sido apresentados de forma imprecisa.<\/p>\n<p>Entre as principais controv\u00e9rsias estava a quest\u00e3o de onde partiram os primeiros tiros. Manuel Otaviano sustentava que os disparos iniciais haviam sido feitos por um piquete posicionado na entrada da cidade, sob o comando do ent\u00e3o sargento Manuel Arruda, instalado no pr\u00e9dio do Conselho Municipal. Segundo essa narrativa, quando a vanguarda da Coluna Prestes se aproximou da vila, um oficial revolucion\u00e1rio avan\u00e7ava \u00e0 frente de alguns soldados, montado a cavalo e aparentemente despreocupado com a possibilidade de resist\u00eancia. Nesse momento teriam partido os primeiros tiros do piquete comandado por Arruda, atingindo o oficial e desencadeando o combate generalizado na cidade. Essa vers\u00e3o baseava-se, em parte, na narrativa do secret\u00e1rio da Coluna Prestes, o jornalista Moreira Lima, segundo a qual a vanguarda revolucion\u00e1ria fora recebida hostilmente ao entrar na vila.<\/p>\n<h2>Manuel Arruda e a vers\u00e3o contestada<\/h2>\n<p>Manuel Arruda de Assis, entretanto, contestou essa vers\u00e3o. Em seu depoimento, afirmou que seu piquete n\u00e3o estava instalado no Conselho Municipal, mas sim em uma casa pr\u00f3xima pertencente a Ant\u00f4nio Galdino, situada em outro ponto da cidade. Segundo ele, o combate come\u00e7ou quando os defensores deram ordem de parada aos homens da vanguarda revolucion\u00e1ria e estes responderam com disparos, iniciando imediatamente o tiroteio.<\/p>\n<p>Outra diverg\u00eancia dizia respeito ao n\u00famero de defensores da cidade. Na narrativa de Manuel Otaviano, a defesa de Pianc\u00f3 era composta por 44 homens, sendo 12 soldados da pol\u00edcia e 32 civis armados, distribu\u00eddos em diferentes pontos da cidade. J\u00e1 Manuel Arruda afirmou que conseguiu reunir 43 homens, entre policiais e civis, organizados em diversos piquetes espalhados pela vila.<\/p>\n<p>Outro epis\u00f3dio que gerou intensa discuss\u00e3o foi o da chamada bandeira branca. Segundo Manuel Otaviano, o pano branco teria sido levantado por Manuel C\u00e2ndido, chefe da Mesa de Rendas estadual na cidade, gesto que teria levado momentaneamente os revolucion\u00e1rios a acreditar na rendi\u00e7\u00e3o dos defensores. Entretanto, como os disparos continuaram em alguns pontos da vila, o ato teria sido interpretado pelos prestistas como tentativa de engano.<\/p>\n<p>Manuel Arruda apresentou outra explica\u00e7\u00e3o para o epis\u00f3dio. Segundo ele, o pano branco teria sido apenas uma camisa amarrada ao cano de um rifle por um detento conhecido como Pre\u00e1, que tentava atravessar a rua durante o combate para levar um recado entre piquetes defensores.<\/p>\n<p>Outra diverg\u00eancia importante dizia respeito \u00e0s circunst\u00e2ncias da morte do padre Aristides e de seus companheiros. Manuel Otaviano descreveu o epis\u00f3dio como uma execu\u00e7\u00e3o coletiva ap\u00f3s a captura dos defensores, caracterizando-o como uma chacina que vitimou v\u00e1rios homens da resist\u00eancia. Arruda, embora confirmasse a brutalidade do desfecho e a morte dos prisioneiros, procurou detalhar a din\u00e2mica do combate e a forma como os diversos piquetes foram dominados quase simultaneamente pelas for\u00e7as revolucion\u00e1rias.<\/p>\n<p>Assim, a controv\u00e9rsia entre Manuel Otaviano e Manuel Arruda de Assis acabou incorporando-se \u00e0 pr\u00f3pria historiografia da Trag\u00e9dia de Pianc\u00f3, revelando como a reconstru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de epis\u00f3dios traum\u00e1ticos frequentemente se desenvolve no confronto entre mem\u00f3ria, testemunho e interpreta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3419\" src=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/feiticeira-200x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/feiticeira-200x300.jpeg 200w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/feiticeira-683x1024.jpeg 683w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/feiticeira-768x1152.jpeg 768w, https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/feiticeira.jpeg 1024w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/p>\n<h2><strong>Tia Maria: A Lend\u00e1ria Feiticeira da Coluna Prestes Sangrada em Pianc\u00f3<\/strong><\/h2>\n<p>A presen\u00e7a de mulheres na marcha da Coluna Prestes \u00e9 um aspecto muitas vezes pouco destacado pela historiografia. Durante a longa campanha pelos sert\u00f5es brasileiros, diversas mulheres acompanharam os combatentes, enfrentando as mesmas priva\u00e7\u00f5es e perigos da guerra. Em geral oriundas das camadas populares, desempenharam fun\u00e7\u00f5es como cozinhar, cuidar dos feridos e auxiliar na log\u00edstica da tropa, sendo frequentemente chamadas de vivandeiras nos relatos da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Entre as muitas mulheres que acompanharam a marcha da Coluna Prestes pelo interior do Brasil, uma figura singular permaneceu gravada nas mem\u00f3rias dos combatentes e nos relatos historiogr\u00e1ficos: Tia Maria, personagem envolta em mist\u00e9rio, coragem e trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>Descrita nas mem\u00f3rias dos participantes da campanha como \u201cuma velha negra\u201d, Tia Maria integrou a Coluna desde os primeiros momentos da marcha, ainda em S\u00e3o Paulo. Inicialmente desempenhava tarefas simples, como cozinheira no destacamento comandado por Juarez T\u00e1vora. Com o passar do tempo, por\u00e9m, sua presen\u00e7a adquiriu um significado maior dentro da tropa e tamb\u00e9m no imagin\u00e1rio popular que se formou em torno da epopeia revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>A cren\u00e7a em seus supostos poderes espirituais espalhou-se rapidamente pelos sert\u00f5es por onde passava a coluna revolucion\u00e1ria. Soldados legalistas e habitantes das vilas comentavam que Tia Maria realizava trabalhos de prote\u00e7\u00e3o espiritual para os combatentes e pr\u00e1ticas de magia contra os inimigos. Assim, sua figura acabou sendo envolta por uma aura m\u00edtica, transformando-a em uma esp\u00e9cie de guardi\u00e3 espiritual da marcha.<\/p>\n<p>O fato de ser mulher, negra e idosa contribuiu para que sua imagem fosse associada ao universo do sobrenatural, dentro de um contexto cultural em que pr\u00e1ticas religiosas populares e afro-brasileiras eram frequentemente interpretadas atrav\u00e9s do prisma da supersti\u00e7\u00e3o ou do temor. Dessa forma, Tia Maria passou a ocupar um lugar simb\u00f3lico na mem\u00f3ria da Coluna, situada entre a hist\u00f3ria e a lenda.<\/p>\n<p>Seu destino, entretanto, foi tr\u00e1gico. Ap\u00f3s o combate de Pianc\u00f3, ocorrido em 9 de fevereiro de 1926, alguns integrantes da Coluna ficaram extraviados e acabaram capturados pelas for\u00e7as legalistas. Entre os prisioneiros encontrava-se tamb\u00e9m uma mulher negra que acompanhava os revoltosos, identificada em diferentes relatos como Tia Maria.<\/p>\n<p>Segundo registra a historiadora Maria Meire Carvalho, em seu estudo \u201cMulheres na Marcha da Coluna Prestes: Hist\u00f3rias que n\u00e3o nos contaram\u201d (2015), Tia Maria foi separada dos demais prisioneiros e levada ao cemit\u00e9rio da cidade de Pianc\u00f3 para ser executada. Temida por seus supostos poderes espirituais, foi submetida a uma morte particularmente cruel. De acordo com o relato, os soldados obrigaram-na a cavar a pr\u00f3pria cova antes de mat\u00e1-la, sendo em seguida esfaqueada at\u00e9 a morte.<\/p>\n<p>Sobre esse epis\u00f3dio, o tenente Manuel Arruda, que participou das for\u00e7as que entraram em confronto com os revolucion\u00e1rios em Pianc\u00f3, registrou em depoimento posterior que alguns prisioneiros foram executados por meio de sangramento, por ordem do comandante da Pol\u00edcia Militar da Para\u00edba, tenente-coronel El\u00edsio Sobreira. Ainda segundo Arruda, coube ao soldado Jo\u00e3o da Mancha realizar a execu\u00e7\u00e3o do sangramento.<\/p>\n<h2>Em seu testemunho, Arruda recorda:<\/h2>\n<p>\u201cO El\u00edsio Sobreira mandou sangrar tr\u00eas. A mulher, uma negra baiana que amanheceu b\u00eabada, e desligou-se da Coluna, e mais dois revoltosos.\u201d<\/p>\n<p>Muito se fala sobre as barb\u00e1ries atribu\u00eddas aos revolucion\u00e1rios da Coluna Prestes em Pianc\u00f3, mas quase nada se registra sobre as viol\u00eancias praticadas pelas pr\u00f3prias for\u00e7as oficiais do Estado da Para\u00edba durante e ap\u00f3s o confronto.<\/p>\n<p>A refer\u00eancia feita por Arruda \u00e0 \u201cmulher, uma negra baiana\u201d \u00e9 associada por pesquisadores \u00e0 figura de Tia Maria, personagem que nas mem\u00f3rias dos combatentes da Coluna ficou conhecida como a \u201cfeiticeira\u201d que acompanhava os revolucion\u00e1rios pelos sert\u00f5es do Brasil.<\/p>\n<p>Com sua morte encerrou-se a trajet\u00f3ria de uma das figuras mais enigm\u00e1ticas da marcha revolucion\u00e1ria. Contudo, sua mem\u00f3ria permanece como um testemunho da presen\u00e7a feminina \u2014 muitas vezes silenciada \u2014 nos epis\u00f3dios dram\u00e1ticos da passagem da Coluna Prestes pelo sert\u00e3o paraibano.<\/p>\n<p>#Jos\u00e9 Tavares \u00e9 escritor e pesquisador do Canga\u00e7o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cem Anos da Passagem da Coluna Prestes: A\u00a0 Trag\u00e9dia de Pianc\u00f3 e a Guerra de Narrativas entre o Padre Manuel Otaviano e o Tenente Manuel Arruda Jose Tavares de Ara\u00fajo Neto A Trag\u00e9dia de Pianc\u00f3, no Estado da Para\u00edba, constitui um dos epis\u00f3dios mais dram\u00e1ticos da passagem da Coluna Prestes pelo sert\u00e3o nordestino. 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