{"id":3422,"date":"2026-03-13T12:52:35","date_gmt":"2026-03-13T15:52:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422"},"modified":"2026-03-13T12:52:35","modified_gmt":"2026-03-13T15:52:35","slug":"invasao-da-vila-de-alagoa-do-monteiro-e-o-inicio-da-revolta-de-augusto-santa-cruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422","title":{"rendered":"Invas\u00e3o da Vila de Alagoa do Monteiro e o in\u00edcio da Revolta de Augusto Santa Cruz"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Jos\u00e9 Tavares de Ara\u00fajo Neto<\/strong><\/em><\/p>\n<p>At\u00e9 1908, o bacharel Augusto de Santa Cruz Oliveira e o coronel Pedro Bezerra da Silveira Leal atuavam lado a lado na chefia pol\u00edtica da extensa regi\u00e3o de Alagoa do Monteiro, no Cariri paraibano, nos limites com o Paje\u00fa pernambucano. Ambos representavam interesses das oligarquias locais e mantinham rela\u00e7\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica regional.<\/p>\n<p>Naquele per\u00edodo, a pol\u00edtica municipal no interior nordestino era fortemente marcada pelo sistema de chefias locais, no qual coron\u00e9is e bachar\u00e9is exerciam grande influ\u00eancia sobre a vida administrativa, eleitoral e policial das vilas e povoados.<\/p>\n<p>Essa alian\u00e7a come\u00e7ou a ruir quando surgiu um desentendimento entre o promotor Dr. Augusto Santa Cruz e o fazendeiro Jos\u00e9 Pereira de Gouveia, ent\u00e3o subdelegado do povoado de S\u00e3o Tom\u00e9. A diverg\u00eancia teve origem na atua\u00e7\u00e3o policial de Gouveia, que, segundo Santa Cruz, fazia uso das for\u00e7as p\u00fablicas para invadir, saquear e incendiar propriedades pertencentes a seus familiares e aliados pol\u00edticos. O subdelegado, por sua vez, alegava que suas a\u00e7\u00f5es tinham como objetivo perseguir cangaceiros e criminosos que estariam escondidos em tais propriedades.<\/p>\n<p>A disputa pessoal rapidamente assumiu dimens\u00e3o pol\u00edtica. O coronel Pedro Bezerra posicionou-se ao lado de Jos\u00e9 Pereira de Gouveia, enquanto o presidente do Estado da Para\u00edba, Jo\u00e3o Machado, optou por manter Pedro Bezerra na chefia pol\u00edtica da Vila do Monteiro, onde acumulava os cargos de prefeito e deputado estadual. Esse posicionamento do governo estadual agravou a crise local, pois consolidava a derrota pol\u00edtica moment\u00e2nea de Santa Cruz dentro da estrutura de poder regional.<\/p>\n<p>Em 23 de maio de 1910, o juiz comissionado Dr. Luna Pedrosa, designado pelo governo estadual para apurar os acontecimentos ocorridos em S\u00e3o Tom\u00e9, decretou durante audi\u00eancia as pris\u00f5es preventivas do bacharel Augusto Santa Cruz e de seu primo e cunhado Hugo Santa Cruz. Ambos haviam apresentado habeas corpus preventivo, mas o magistrado considerou que o documento apenas impediria pris\u00f5es arbitr\u00e1rias e violentas, n\u00e3o podendo anular mandados judiciais fundamentados em provas legais.<\/p>\n<p>Segundo as investiga\u00e7\u00f5es, ficou comprovado que Augusto Santa Cruz teria comandado pessoalmente um grupo de cerca de quarenta homens que atacou o povoado de S\u00e3o Tom\u00e9. Tamb\u00e9m lhe foi atribu\u00eddo envolvimento em emboscadas destinadas a assassinar o subdelegado Jos\u00e9 de Gouveia e seu irm\u00e3o Manoel de Gouveia. Tr\u00eas dias antes, o mesmo juiz j\u00e1 havia decretado a pris\u00e3o de Jos\u00e9 Firmino da Silva, conhecido como Peba, acusado de participa\u00e7\u00e3o nos mesmos crimes.<\/p>\n<p>Conduzidos \u00e0 capital do Estado, Augusto e Hugo Santa Cruz permaneceram presos por pouco mais de dois meses. Em 27 de julho de 1911 foram libertados por for\u00e7a de habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal. Peba, entretanto, permaneceu encarcerado.<\/p>\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o de Peba representava importante vit\u00f3ria pol\u00edtica para os advers\u00e1rios de Santa Cruz. Homem de confian\u00e7a do bacharel, Peba exercia papel relevante na organiza\u00e7\u00e3o de sua seguran\u00e7a pessoal e na articula\u00e7\u00e3o de suas a\u00e7\u00f5es armadas. Sua aus\u00eancia levou Augusto Santa Cruz a buscar um substituto com as mesmas qualidades de lideran\u00e7a, coragem e lealdade. Destacou-se no epis\u00f3dio a participa\u00e7\u00e3o de Vicente Ferreira, o temido Negro Vicente, figura j\u00e1 conhecida nas paragens do Cariri e do Paje\u00fa pela participa\u00e7\u00e3o em diversos epis\u00f3dios de viol\u00eancia e pela liga\u00e7\u00e3o com bandos armados que transitavam entre a Para\u00edba e Pernambuco.<\/p>\n<p>O julgamento de Peba havia sido adiado tr\u00eas vezes e acabou sendo novamente marcado para o dia 5 de maio de 1911. Os advers\u00e1rios de Santa Cruz buscavam retardar o processo ao m\u00e1ximo, pois sabiam que submeter o acusado a j\u00fari popular representava risco de absolvi\u00e7\u00e3o, dada a influ\u00eancia pol\u00edtica do ex-promotor sobre parte dos jurados e da popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Na data marcada, o promotor p\u00fablico Dr. Jos\u00e9 Inojosa Varej\u00e3o solicitou novo adiamento sob o argumento de que testemunhas importantes n\u00e3o haviam comparecido \u00e0 sess\u00e3o. O juiz acatou o pedido, o que provocou intensa indigna\u00e7\u00e3o em Augusto Santa Cruz. Durante acalorada discuss\u00e3o com o magistrado e o promotor, o bacharel afirmou que sua paci\u00eancia havia se esgotado e que tomaria provid\u00eancias que j\u00e1 deveriam ter sido adotadas h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 seguinte, s\u00e1bado, 6 de maio, dia de feira semanal na vila, Augusto Santa Cruz enviou um mensageiro \u00e0s autoridades locais com uma pauta de exig\u00eancias. Entre elas estavam a ren\u00fancia do prefeito Pedro Bezerra, a destitui\u00e7\u00e3o do promotor Inojosa Varej\u00e3o e a imediata liberta\u00e7\u00e3o de Peba. Caso n\u00e3o fosse atendido, amea\u00e7ava invadir a vila.<\/p>\n<p>O ultimato provocou uma reuni\u00e3o emergencial entre as autoridades. Participaram o prefeito, o promotor, o juiz, o delegado, o agente dos Correios e outras lideran\u00e7as locais. O juiz Dr. Manoel Pereira Gomes tentou intermediar um acordo e chegou a ir duas vezes ao encontro de Augusto Santa Cruz, que se encontrava nos arredores da vila. As negocia\u00e7\u00f5es fracassaram.<\/p>\n<h2>Decis\u00e3o pela resist\u00eancia armada<\/h2>\n<p>O delegado, sargento Manoel Balbino, colocou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o o efetivo policial dispon\u00edvel, composto por ele pr\u00f3prio, o cabo Severiano e vinte e dois soldados, todos bem armados e municiados, pois refor\u00e7os haviam sido solicitados para garantir a seguran\u00e7a durante o j\u00fari que acabara sendo adiado.<\/p>\n<p>Mesmo sabendo que a vila estava cercada, as autoridades organizaram pontos de defesa. Foram escolhidos o quartel, a cadeia p\u00fablica, a mesa de rendas, o sobrado do capit\u00e3o Ant\u00f4nio Bas\u00edlio e a casa do juiz.<\/p>\n<p>No quartel permaneceram o alferes Pedro Mendon\u00e7a e quatro soldados. Na cadeia ficaram um cabo e sete soldados. Na mesa de rendas posicionaram-se tr\u00eas soldados. No sobrado do capit\u00e3o Ant\u00f4nio Bas\u00edlio permaneceram o promotor Inojosa Varej\u00e3o, o major Jos\u00e9 Bas\u00edlio, o capit\u00e3o Ant\u00f4nio Bas\u00edlio e um soldado. Na casa do juiz encontravam-se o pr\u00f3prio magistrado, o prefeito coronel Pedro Monteiro, o p\u00e1roco padre Jo\u00e3o Gomes Maranh\u00e3o, seu auxiliar padre Jo\u00e3o Onofre de Miranda e cinco soldados. No adro da igreja posicionaram-se o sargento Manoel Balbino e dois soldados.<\/p>\n<p>Desde as cinco horas da manh\u00e3, Augusto Santa Cruz j\u00e1 havia cercado a vila com um contingente estimado em mais de duzentos homens. Tratava-se de um verdadeiro ex\u00e9rcito particular, composto por jagun\u00e7os, cangaceiros e agregados provenientes de diferentes localidades do Cariri e do Paje\u00fa. Entre eles estavam conhecidos bandoleiros da regi\u00e3o, como Negro Vicente, Man\u00e9 Chiquinha, Eutherio de Santana, Pedro Zolhudo, Z\u00e9 Matuto, Biluca, Fu\u00e3o Pelado, Lino, Ant\u00f4nio Jorge, os irm\u00e3os Ant\u00f4nio e Manoel Garcez, Jo\u00e3o Batista, Jo\u00e3o Grande, Ant\u00f4nio Sabi\u00e1, Manoel Cobra, Jo\u00e3o Cobra, Manoel Theobaldo do Nascimento e Andr\u00e9 Moleque.<\/p>\n<h2>Relatos sobre o cangaceiro Ant\u00f4nio God\u00ea<\/h2>\n<p>H\u00e1 relatos, ainda sem confirma\u00e7\u00e3o documental definitiva, de que naquela ocasi\u00e3o teria se incorporado ao grupo o cangaceiro Ant\u00f4nio God\u00ea, tamb\u00e9m conhecido como Ant\u00e3o God\u00ea, antigo integrante do bando de Ant\u00f4nio Silvino, que naquele per\u00edodo j\u00e1 desfrutava de grande notoriedade no Nordeste.<\/p>\n<p>\u00c0s 13 horas e 30 minutos, Augusto Santa Cruz autorizou o in\u00edcio do ataque.<\/p>\n<p>A entrada dos cangaceiros na vila foi brusca e tumultuada. Parte do grupo enfrentou diretamente a resist\u00eancia armada, enquanto outros se dedicaram ao saque de casas comerciais e resid\u00eancias. Em meio ao intenso tiroteio, moradores e feirantes fugiam em desespero, muitos carregando crian\u00e7as e idosos na tentativa de alcan\u00e7ar algum ref\u00fagio seguro nas matas pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p>A cadeia p\u00fablica foi a primeira posi\u00e7\u00e3o conquistada. A parede foi arrombada a golpes de picareta. Os presos foram libertados e imediatamente armados com as armas tomadas dos soldados, sendo incorporados ao grupo invasor.<\/p>\n<p>Outro grupo dirigiu-se \u00e0 resid\u00eancia do capit\u00e3o Albino Manoel da Silva.<\/p>\n<p>Naquele momento encontrava-se na casa o fazendeiro Ant\u00f4nio Zeferino, propriet\u00e1rio do S\u00edtio Santana e morador do povoado de Umbuzeiro, atual munic\u00edpio de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Umbuzeiro. Ele havia ido \u00e0 vila para participar da feira e estava hospedado na resid\u00eancia do amigo Albino.<\/p>\n<p>Albino j\u00e1 havia sido informado de que um jovem, filho do finado Cipriano, havia se unido ao grupo de Santa Cruz com o objetivo de vingar a morte do pai, assassinado anteriormente no povoado de Boi Velho, atual Ouro Velho, crime no qual Albino teria participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pressentindo o perigo, Albino conseguiu fugir no meio do tiroteio. Ant\u00f4nio Zeferino permaneceu na casa.<\/p>\n<p>Pouco depois, um grupo de cangaceiros arrombou violentamente as portas da resid\u00eancia. Os invasores destru\u00edram m\u00f3veis e objetos enquanto disparavam tiros. Zeferino foi atingido por disparos, derrubado e arrastado para fora da casa. Em seguida foi brutalmente esfaqueado e teve os olhos perfurados, num ato de extrema crueldade que marcou profundamente a mem\u00f3ria do epis\u00f3dio.<\/p>\n<p>Enquanto isso, outros grupos avan\u00e7avam sobre os pontos de resist\u00eancia.<\/p>\n<p>A mesa de rendas foi tomada quando os soldados que a defendiam ficaram sem muni\u00e7\u00e3o. Dois se renderam e um conseguiu fugir em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 casa do juiz.<\/p>\n<p>Em seguida os atacantes concentraram-se no principal foco de resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Quando os cangaceiros se aproximaram, foram recebidos a tiros pelo sargento Manoel Balbino e dois soldados posicionados no adro da igreja. Houve intensa troca de tiros. Um dos soldados foi ferido.<\/p>\n<p>Em determinado momento, Negro Vicente pediu que os defensores se rendessem. Como resposta, o sargento Balbino disparou um tiro em sua dire\u00e7\u00e3o que por pouco n\u00e3o o atingiu, arrancando-lhe o chap\u00e9u.<\/p>\n<h2>Uma imediata rajada de balas<\/h2>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o foi imediata. Uma rajada de tiros atingiu o sargento, que tombou morto.<\/p>\n<p>Com a resist\u00eancia enfraquecida, os cangaceiros cercaram a casa do juiz. O port\u00e3o foi arrombado, mas a defesa no interior ainda resistia. Diante da amea\u00e7a de incendiarem o pr\u00e9dio com querosene, e j\u00e1 com a muni\u00e7\u00e3o escassa, os defensores decidiram se render.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s cerca de quatro horas de combate, por volta das 17 horas, a vila estava completamente dominada.<\/p>\n<p>Os soldados foram levados \u00e0 cadeia e encarcerados. As principais autoridades locais tornaram-se prisioneiras. Entre elas estavam o prefeito coronel Pedro Monteiro, o promotor Dr. Inojosa Varej\u00e3o, o major Jos\u00e9 Bas\u00edlio, o capit\u00e3o Ant\u00f4nio Bas\u00edlio e o agente dos Correios Victor Antunes de Oliveira.<\/p>\n<p>Algumas pessoas foram libertadas posteriormente, entre elas o juiz Manoel Pereira Gomes, o juiz aposentado Jos\u00e9 Neves, Elyzi\u00e1rio de Oliveira e o major Ant\u00f4nio Henrique, administrador da mesa de rendas.<\/p>\n<p>A casa paroquial foi transformada em quartel-general do grupo invasor. Ali se instalaram Augusto Santa Cruz, Hugo Santa Cruz, J\u00falio Salgado, Santino, Senhorzinho e o ex-sargento Germano Barros.<\/p>\n<p>O combate deixou um saldo tr\u00e1gico. Morreram o fazendeiro Ant\u00f4nio Zeferino e o sargento Manoel Balbino. Ficaram feridos dois soldados e J\u00falio Salgado, parente de Augusto Santa Cruz.<\/p>\n<p>Durante a noite, os ref\u00e9ns foram exibidos pelas ruas da vila sob vigil\u00e2ncia armada. Santa Cruz amea\u00e7ava executar os prisioneiros e incendiar a localidade caso qualquer for\u00e7a militar tentasse romper o cerco.<\/p>\n<p>Ao amanhecer do dia seguinte, consolidado o dom\u00ednio sobre a vila, Augusto Santa Cruz ordenou que os prisioneiros fossem reunidos e colocados sob forte escolta. Em seguida, todos foram conduzidos para a Fazenda Areial, propriedade do pr\u00f3prio Santa Cruz, situada nas proximidades da vila e que naquele momento passou a funcionar como base de opera\u00e7\u00f5es do movimento.<\/p>\n<p>A retirada dos ref\u00e9ns marcou o encerramento da dram\u00e1tica jornada iniciada com o assalto \u00e0 vila de Alagoa do Monteiro. O epis\u00f3dio, contudo, estava longe de representar o fim das hostilidades. Ao contr\u00e1rio, a audaciosa invas\u00e3o e a captura das principais autoridades locais repercutiram intensamente em toda a regi\u00e3o, provocando rea\u00e7\u00e3o imediata do governo estadual e mobilizando for\u00e7as pol\u00edticas e militares.<\/p>\n<p>Aqueles acontecimentos de maio de 1911, protagonizados por Augusto Santa Cruz e seus seguidores, inauguravam uma fase de conflitos armados que logo ganharia repercuss\u00e3o nacional.<\/p>\n<p># Jos\u00e9 Tavares \u00e9 escritor e pesquisador do Canga\u00e7o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Tavares de Ara\u00fajo Neto At\u00e9 1908, o bacharel Augusto de Santa Cruz Oliveira e o coronel Pedro Bezerra da Silveira Leal atuavam lado a lado na chefia pol\u00edtica da extensa regi\u00e3o de Alagoa do Monteiro, no Cariri paraibano, nos limites com o Paje\u00fa pernambucano. Ambos representavam interesses das oligarquias locais e mantinham rela\u00e7\u00e3o de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3423,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":["post-3422","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-revoltas-e-revolucoes"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Invas\u00e3o da Vila de Alagoa do Monteiro e o in\u00edcio da Revolta de Augusto Santa Cruz - Blog do Jo\u00e3o Costa<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Invas\u00e3o da Vila de Alagoa do Monteiro e o in\u00edcio da Revolta de Augusto Santa Cruz - Blog do Jo\u00e3o Costa\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Jos\u00e9 Tavares de Ara\u00fajo Neto At\u00e9 1908, o bacharel Augusto de Santa Cruz Oliveira e o coronel Pedro Bezerra da Silveira Leal atuavam lado a lado na chefia pol\u00edtica da extensa regi\u00e3o de Alagoa do Monteiro, no Cariri paraibano, nos limites com o Paje\u00fa pernambucano. Ambos representavam interesses das oligarquias locais e mantinham rela\u00e7\u00e3o de [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Blog do Jo\u00e3o Costa\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-03-13T15:52:35+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/invasao-MonteiroB.jpeg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1536\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"918\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"joaocosta\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"joaocosta\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"11 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/?p=3422#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/?p=3422\"},\"author\":{\"name\":\"joaocosta\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af1c9fa31a41a9d29c32f74b41d55f6e\"},\"headline\":\"Invas\u00e3o da Vila de Alagoa do Monteiro e o in\u00edcio da Revolta de Augusto Santa Cruz\",\"datePublished\":\"2026-03-13T15:52:35+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/?p=3422\"},\"wordCount\":2067,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/?p=3422#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/03\\\/invasao-MonteiroB.jpeg\",\"articleSection\":[\"Revoltas e Revolu\u00e7\u00f5es\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/?p=3422#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/?p=3422\",\"url\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/?p=3422\",\"name\":\"Invas\u00e3o da Vila de Alagoa do Monteiro e o in\u00edcio da Revolta de Augusto Santa Cruz - Blog do Jo\u00e3o Costa\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/?p=3422#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/?p=3422#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/03\\\/invasao-MonteiroB.jpeg\",\"datePublished\":\"2026-03-13T15:52:35+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af1c9fa31a41a9d29c32f74b41d55f6e\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/?p=3422#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/?p=3422\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/?p=3422#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/03\\\/invasao-MonteiroB.jpeg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/03\\\/invasao-MonteiroB.jpeg\",\"width\":1536,\"height\":918},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/?p=3422#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Invas\u00e3o da Vila de Alagoa do Monteiro e o in\u00edcio da Revolta de Augusto Santa Cruz\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/\",\"name\":\"Blog do Jo\u00e3o Costa\",\"description\":\"Assim Caminha a Humanidade\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af1c9fa31a41a9d29c32f74b41d55f6e\",\"name\":\"joaocosta\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/677b6f1fc54e8c7982d7dce3cfe65fce28f898f70d9b8b631786a0b1b18b11e5?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/677b6f1fc54e8c7982d7dce3cfe65fce28f898f70d9b8b631786a0b1b18b11e5?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/677b6f1fc54e8c7982d7dce3cfe65fce28f898f70d9b8b631786a0b1b18b11e5?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"joaocosta\"},\"sameAs\":[\"http:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/blogdojoaocosta.com.br\\\/?author=1\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Invas\u00e3o da Vila de Alagoa do Monteiro e o in\u00edcio da Revolta de Augusto Santa Cruz - Blog do Jo\u00e3o Costa","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Invas\u00e3o da Vila de Alagoa do Monteiro e o in\u00edcio da Revolta de Augusto Santa Cruz - Blog do Jo\u00e3o Costa","og_description":"Jos\u00e9 Tavares de Ara\u00fajo Neto At\u00e9 1908, o bacharel Augusto de Santa Cruz Oliveira e o coronel Pedro Bezerra da Silveira Leal atuavam lado a lado na chefia pol\u00edtica da extensa regi\u00e3o de Alagoa do Monteiro, no Cariri paraibano, nos limites com o Paje\u00fa pernambucano. Ambos representavam interesses das oligarquias locais e mantinham rela\u00e7\u00e3o de [&hellip;]","og_url":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422","og_site_name":"Blog do Jo\u00e3o Costa","article_published_time":"2026-03-13T15:52:35+00:00","og_image":[{"width":1536,"height":918,"url":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/invasao-MonteiroB.jpeg","type":"image\/jpeg"}],"author":"joaocosta","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"joaocosta","Est. tempo de leitura":"11 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422"},"author":{"name":"joaocosta","@id":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/#\/schema\/person\/af1c9fa31a41a9d29c32f74b41d55f6e"},"headline":"Invas\u00e3o da Vila de Alagoa do Monteiro e o in\u00edcio da Revolta de Augusto Santa Cruz","datePublished":"2026-03-13T15:52:35+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422"},"wordCount":2067,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/invasao-MonteiroB.jpeg","articleSection":["Revoltas e Revolu\u00e7\u00f5es"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422","url":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422","name":"Invas\u00e3o da Vila de Alagoa do Monteiro e o in\u00edcio da Revolta de Augusto Santa Cruz - Blog do Jo\u00e3o Costa","isPartOf":{"@id":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/invasao-MonteiroB.jpeg","datePublished":"2026-03-13T15:52:35+00:00","author":{"@id":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/#\/schema\/person\/af1c9fa31a41a9d29c32f74b41d55f6e"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422#primaryimage","url":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/invasao-MonteiroB.jpeg","contentUrl":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/invasao-MonteiroB.jpeg","width":1536,"height":918},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?p=3422#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Invas\u00e3o da Vila de Alagoa do Monteiro e o in\u00edcio da Revolta de Augusto Santa Cruz"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/#website","url":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/","name":"Blog do Jo\u00e3o Costa","description":"Assim Caminha a Humanidade","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/#\/schema\/person\/af1c9fa31a41a9d29c32f74b41d55f6e","name":"joaocosta","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/677b6f1fc54e8c7982d7dce3cfe65fce28f898f70d9b8b631786a0b1b18b11e5?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/677b6f1fc54e8c7982d7dce3cfe65fce28f898f70d9b8b631786a0b1b18b11e5?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/677b6f1fc54e8c7982d7dce3cfe65fce28f898f70d9b8b631786a0b1b18b11e5?s=96&d=mm&r=g","caption":"joaocosta"},"sameAs":["http:\/\/blogdojoaocosta.com.br"],"url":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/?author=1"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3422","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3422"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3422\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3424,"href":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3422\/revisions\/3424"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3423"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3422"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3422"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogdojoaocosta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3422"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}