Após 16 anos seguidos no poder, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu a derrota para Peter Magyar nas eleições neste domingo (12/4), segundo informa a BBC de Londres..

Em um discurso aos apoiadores, Orbán disse: “O resultado da eleição é claro e doloroso”.

Já Magyar disse que recebeu uma ligação de Orbán, na qual ele concedeu a derrota: “Viktor Orbán acabou de me ligar e nos parabenizou pela nossa vitória”.

Em seu discurso de vitória em Budapeste, Magyar disse: “Juntos, libertamos a Hungria e nos livramos do regime de Orbán”.

Ele acrescentou que “o amor venceu hoje, porque o amor sempre vence”, e agradece aos húngaros por “não terem tido medo”.

Com 96,37% dos votos apurados, projeta-se que o Tisza, partido de Magyar, tenha 138 cadeiras e o Fidesz, de Orbán, 55. Se o resultado se confirmar, isso quer dizer que o Tisza conseguiu mais de dois terços das cadeiras do parlamento húngaro, número necessário para mudanças constitucionais. Ou seja, uma vitória esmagadora.

Orbán disse em discurso aos apoiadores que a tarefa deles é clara: “Não temos o peso de governar o país, então temos de reconstruir nossas comunidades”.

Ainda que diminuto e sem peso político, a Hungria passou a ditar experimentos legislativos para frear a imigração, para abalar os direitos dos movimentos LGBTQI+ e das mulheres. Aliados de Orbán ainda passaram a controlar a imprensa e uma reforma nas cortes aprovada pelo seu partido garantiu uma imunidade na prática contra dezenas de escândalos de corrupção.

Fonte: BBC, ICL Notícias

Imagem destacada; Peter Magyar, novo líder da Hungria.

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