O blog publica, a seguir, análise literária do escritor, dramaturgo e cineasta Waldemar José Solha sobre o livro “Ana Benigna e Felemon Estevão de Souza”, de autoria do historiador e romancista Jerdivan Nóbrega.

Para os pombalenses com mais de 50, é um Déjà Vu da cidade do século XX; para os jovens um mergulho das coisas urbanas de Pombal; um resgate memorialístico”.

Segundo a sinopse, a narrativa “nasceu do reconhecimento de que algumas vidas merecem ser lembradas não apenas como nomes em árvores genealógicas, mas como faróis capazes de iluminar o caminho daqueles que vieram depois”.

A seguir, a análise de Solha:

“Vivi em Pombal de 63 a 70, trabalhando na agência do Banco do Brasil, – participei de sua inauguração. Lá me casei, tive os filhos, escrevi, pintei, fiz teatro e cinema. O homem mais culto que já vi, era de lá – Dr. Atêncio Bezerra Wanderley – cujas feições confirmavam descender de Kaspar von Neuhoff van der Ley – que fui encontrar na História, ao incluir filmagens de cenas pernambucanas do tempo de Nassau em meu romance “A Batalha de Oliveiros”. Daí que o novo livro do Jerdivan me fez ver, na memória, muito do que ele próprio – que é de lá – está transformando em História. Imagine como deve ter sido prazeroso, para ele, escrever, no capítulo 12:

 Solha é cineasta, artista plástico e romancista

“O caminho de Anna para a Outra Banda passava, necessariamente, pela Rua de Baixo. Eu a via todas as manhãs – seu vestido escuro e longo varrendo o chão de terra batida, os cabelos prateados iluminados pelo sol da manhã, as rugas no rosto desenhando o mapa de uma vida que o destino não poupou (W. J. Solha).”

Jerdivan Nóbrega, escritor pombalense

O livro está à venda apenas na plataforma UICLAP.

 

 

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